Tempo de Solidão

"Tempo de solidão, tempo de exílio."

terça-feira, junho 21, 2005

Intermezzo

Na tua honestidade, magoas-me. Na tua doçura, angustias-me. Com as tuas palavras fazes com que me odeie. Na nossa amizade, não há um único momento em que eu não deseje deixar de existir.

A cada dia que passa aproximo-me demais. Cada hora que passo junto de ti aproxima o momento em que me finalmente me rejeitarás, não por aquilo que sou, mas por aquilo que te habituaste a ver em mim.

E então, nenhuma medida ou composição de palavras servirá para me fazer sentir melhor, como agora. Aí estarei finalmente no silêncio, na fria imobilidade de uma vida acabada e sem rumo. Então, só conseguirei pensar numa coisa e numa coisa apenas. Só terei uma obsessão. Só saberei sentir uma medida do mundo. Só me restará um conforto.

O meu amor que sinto por ti.

Isso nunca desaparecerá.

16 Comments:

At 9:23 da tarde, Blogger Mary said...

Vincent tás aí? Desculpa a minha ignorância de blogs. Esta resposta Intermezzo foi pra mim???
Mary

 
At 9:38 da tarde, Blogger Fane said...

:) :) Não podes prever o futuro...

luta pelos teus sonhos..

:) :)

 
At 12:45 da manhã, Blogger Vincent said...

Mary, agora é a minha vez de me mostrar confuso. Não sei exactamente quem és, mas o meu post não foi uma resposta a ninguém... Excepto no que se refere a uma conversa menos alegre que teve lugar esta tarde...

Estou mesmo confuso, Mary, nós conhecemo-nos ou eu comentei alguma coisa que tenhas escrito? Perdoa-me desde já pela minha terrível memória. Beijinhos,

-Vincent-

 
At 2:42 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Obrigada Vicent pelas tuas palavras. Estava mesmo a precisar delas. Desculpa a minha ignorância de blogs.Não é que não leia blogs, mas nunca prestei atençao à sua estrura, ao funcionamento deles. E, esse Intermezzo apareceu justamente pouco depois de eu te ter escrito e repentinamente sem pensar tomei-o como uma resposta ao q escrevi... me desculpa ando muito "zonza" da minha cabeça, também estou passando o período mais difícil da minha vida... bem, e é que também escreveste umas palavras que eu já conhecia... há tantas coincidências na vida... já aprendi isso. Acho que nós não nos conhecemos não. Posso saber de onde és? És de Lisboa?
Gosto do teu blog, quem me dera escrever assim... mas é tão sofrido lol... agora que o conheço venho cá ver a tua evolução... vou esperar pelo dia que ainda há-des escrever de alegria, muito feliz. Parece-me que tens uma grande alma, bem que merecias ser feliz não era??? Se estiveres por aí agora escreve-me... também hoje estou tão sózinha...
Mary

 
At 6:24 da manhã, Anonymous malvina.beltane@gmail.com said...

Não posso dizer que gosto das palavras, pois não trazem lua, que é o que eu procurava.
Mas fico aliviada por compartilhar o sentimento de impossibilidade.
Sabe Vincent, não constumo comentar blogs q não conheço. Apenas digitei SOLIDÃO no google e me interessei pela apresentação do seu blog.
O ser humano é estranho demais para minha pobre cabecinha: quando perde, se desespera, mas quando é alertado que pode perder, faz pouco caso.
Mesmo em situação diferente, sinto-me identificada com vc.
Sinto-me só.
Tento alegrar os outros para chegar em casa e desabar em insegurança, em medos infundados, em extrema angústia causada pela falta de amor e carinho.

 
At 10:12 da manhã, Anonymous Anónimo said...

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At 11:29 da manhã, Blogger Vincent said...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

 
At 6:26 da tarde, Blogger trintapermanente said...

gostei do teu blog. cheguei até qaui porque procurei o termo solidao no google

 
At 9:03 da tarde, Blogger Vincent said...

Benvinda, trintapermanente, já tinha reparado que mais de metade dos meus referrals vêm sempre do Google com palavras desse género. Começa a ser o blog paradigmático do dito sentimento.

Mary, continuo à espera de uma resposta, até porque já sei que não és quem penso. Deixaste-me em grande alvoroço esta manhã, e gostava que explicasses o porquê das tuas palavras. Mais tarde eu vou apagar todos estes comentários, mas gostava de perceber tudo antes. Escreve-me para temposolidao@yahoo.com, por favor. Beijinhos

-Vincent-

 
At 3:11 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Mais uma que ao pesquisar solidão vai ter ao teu blog. É bonito. Falar de Amor é sempre enternecedor.
Muito tristinho teu blog Vincent!!!
Lembra-te que há muita mulher bonita e virtuosa pelo mundo fora. Já olhaste bem à tua volta?! Quem avista sempre alcança. Um dia encontrarás uma capaz de dar-te todo o amor e carinho que necessitas, e capaz de conversar das coisas que tu sabes e gostas.
Quanto à meia-relação não concordo contigo. As meias relações não são nada. Não é carne, nem é peixe. Magoam.
Uma relação de Amizade verdadeira e sincera pode ser tão bonita e boa quanto a relação de Amor. As duas se completam e cada uma delas ajuda amortecer a falha da outra.
Andas de coração frio e ages em conformidade. Acho muito errado Vincent. Todo aquele que sente as tormentas da vida, tem mais obrigação que outrém para comportar-se bem e procurar contribuir na transformação de um mundo melhor. Penso, que esse mundo melhor começa em nós próprios. Se cada um de nós meditarmos e procurarmos melhorar o nosso ego é já um grande passo na concretização desse mundo mais perfeito. Claro, que não podemos ficar por aqui. Há outras lutas.
Quanto à morte, ainda bem que não tens medo dela. Assim, quando ela vier te vai ser tranquila estou certa.
Eu acho que também nunca senti temor da morte. A morte é uma parte natural da vida, e nós temos que a enfrentar mais cedo ou mais tarde. Ninguém lhe escapa. Ela é imprevisível. Devemos, então ter a sensatez de tomar-mos as precauções devidas para termos uma boa morte. Quer dizer, cultivarmos a paz na nossa mente e no nosso modo de vida.
Não devemos viver aterrorizados por ela ou negá-la. Ela faz parte da vida. Temos que a aceitar.
Haveria muito para dizer, mas não quero cansar-te com meus comentários, que mulher culta não sou, mas não deixo de ter a minha sensibilidade a certas questões.
Vou esperar pelo teu blog mais sorridente.
Para ajudar um pouco esse coração ferido, aí vai um grande abraço e um beijo desta tua amiga virtual.
Isabella

 
At 1:10 da manhã, Blogger Lyra said...

passei por cá no outro dia... mas ao ler os comentarios senti-me a invadir a tua privacidade.. volto agora apenas para dizer que...acho que algumas pessoas não sabem que em alguns de nós há um desassossego constante...quase natural. como se estivesse tão colado á pele que já é parte dela..um abraço Vincent..um abraço.

 
At 1:00 da tarde, Blogger OlhoVivo said...

Olá, descobri ontem o teu blog. Quero dizer-te que escreves bem e que vou voltar para ler-te.
Daquilo que li, parece-me que deves sondar a pessoa em questão para saberes se tens alguma hipótese, evitando desta forma que deposites mais esperanças.
Força, muita força e não te desperdices desnecessariamente :)*******************

 
At 12:03 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Oh minha alma penada!
Tu és um louco! e enlouqueces qualquer outro. Aposto teres olhos de traidor. Porque trais tuas próprias palavras? "eu faria tudo para a sua felicidade, eu faria tudo por ela e daria tudo o que posso dar nesta vida que possuo para lhe conceder a mais pequena réstia de alegria. Eu nunca a abandonaria, eu nunca a desiludiria."
Não consegues comandar teu coração?
Dá-se tolerância, compreensão e perdão.
Não tenho a sorte pertencer à tua relação de amigos, não sou inteligente e plena de sentido de humor, não conseg......
Fico de cabeça desgraçada de tanto pensar, querer compreender o incompreensível.
Oh minha alma penada!
Não posso dar-te tua musa.
Dou-te minha alma penada.
Ora pena um, ora pena outro.
Quem sabe saiamos daqui confortados e depenados, neste tempo de solidão.
Bjs
Isabella

 
At 12:26 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Já dizia Almeida Garret

Este inferno de amar
Este Inferno de amar - como eu amo!
Quem mo pôs aqui n'alma... quem foi?
Esta chama me alenta e consome,
Que é a vida - e que a vida destrói -
Como é que se veio a atear,
Quando-ai quando se há ela de apagar?

Carlos Drumond diz:
A hora do cansaço

As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.

Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.

Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.

Do sonho de eterno fica esse gosto ocre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.

Força Vincent!!!
Karina

 
At 10:58 da tarde, Blogger OlhoVivo said...

Ai ai ai ai, logo agora que descobri este blog, não é que o doninho do dito resolve desaparecer ! Hummppfff, volta. Tens talento :) Beijinhos************

 
At 1:19 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Your blog keeps getting better and better! Your older articles are not as good as newer ones you have a lot more creativity and originality now keep it up!

 

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