<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937</id><updated>2012-01-17T12:26:51.217Z</updated><title type='text'>Tempo de Solidão</title><subtitle type='html'>"Tempo de solidão, tempo de exílio."</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>54</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-115076729077973372</id><published>2006-06-20T02:30:00.000+01:00</published><updated>2006-06-20T02:34:50.796+01:00</updated><title type='text'>Todas as manhãs do mundo</title><content type='html'>Tudo o que eu tenho de fazer é subir aquelas escadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De seguida, aproximo-me e dirijo-lhe a palavra, munido de certa razão imaginada. Um plano, um pretexto, não me interessa muito. Mas claro que há fundamento, vontade de ajudar. Nem no impulso consigo ser verdadeiramente irracional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Credo, estou tão nervoso, nem acredito que as minhas mãos tremem tanto... Ela vai perceber... Já percebeu. Um sorriso envergonhado.. não.. ela é assim mesmo... um embaraço que não é mais do que recato. É o seu encanto. Como adoro o seu sorriso, sempre tão escondido e dissimulado e no entanto simplesmente tão genuíno e feliz. Linda, brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não estou preocupado que ela me leia como um livro aberto; a solidão não existe neste momento. É a última coisa que me assola à medida que percorro o caminho de volta, em passo incerto e apressado, de coração e mente cheios. Começo a pensar como fui desajeitado, ridículo, inusitado, mesmo. Suponho que no fundo tudo não terá passado de mais um epísódio tão meu como as coisas que detesto em mim. Aposto que se me esforçar conseguirei odiar os meus actos e encontrar riquíssimas falhas nos meus comportamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto a pensar como consigo ser tão desajeitado. Mas só consigo sorrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que, não sendo mais nada, foi um começo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-115076729077973372?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/115076729077973372/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=115076729077973372' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/115076729077973372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/115076729077973372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2006/06/todas-as-manhs-do-mundo.html' title='Todas as manhãs do mundo'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-115031223666319487</id><published>2006-06-14T20:09:00.000+01:00</published><updated>2006-06-14T20:10:36.680+01:00</updated><title type='text'>Arquitectura de um regresso</title><content type='html'>Mencionar um regresso não será a noção mais adequada; não acredito que alguma vez tenha deixado esta solidão para trás. Nem creio que isso seja possível em absoluto, uma vez que mesmo envolto nas mais eficazes fugas ou, idealmente, em névoas verdadeiras de felicidade, persiste sempre um vazio no nosso espírito. Se é colmatado, aceite, se é afastado ou não por uma palavra amiga, por uma carícia, por companhia, isso é o que determinará a amplitude da mágoa. Mas ela está sempre lá, creio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me uma pessoa nova com sentimentos antigos. Ler o que escrevi apenas é estranho por um momento, depois recordo-me do que era e do que ainda sou. Certas passagens fazem-me desejar mudar de registo, outras incendeiam uma estranha vontade de me contrariar a todo o instante, como se me recusasse a aceitar que aquele era mesmo eu. Como se isso não fosse possível, como se aspirasse a uma quebra, a uma ruptura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que se estou aqui é porque me sinto só. Ou antes, e para manter uma certa coerência, porque não tenho vontade de fugir mais ou de me esquecer dos meus sentimentos como se estivessem afastados de vez ou como se, subitamente, se tivessem tornado simplesmente irrelevantes por ocorrência de força maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito que tenho de reavaliar. E se chegar às mesmas conclusões, não tenho exactamente de me lamentar pela falta de mudança ou passo. Será assim mesmo. De volta, pois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-115031223666319487?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/115031223666319487/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=115031223666319487' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/115031223666319487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/115031223666319487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2006/06/arquitectura-de-um-regresso.html' title='Arquitectura de um regresso'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-112052338874348191</id><published>2005-07-14T04:30:00.000+01:00</published><updated>2005-07-14T04:28:48.753+01:00</updated><title type='text'>Tempo de Solidão</title><content type='html'>Eu tentei, querida, mas simplesmente não consigo. Acabou. Não sou capaz de ser o teu amor, não tenho forças para ser teu. Com toda a minha alma e vontade procurei mudar e mostrar-te como te amava. Falhei por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei ao fim. Vivi e amei como podia, e no entanto só conheço a solidão. Nunca conhecia outra coisa. Estou só, estou magoado, estou ferido de tanto amor. Estou exactamente como comecei, mas com o peso na minha alma de todos os dias que passei contigo e te aprendi a amar cada vez mais. Estou igual a mim próprio. Aquele que estará sempre só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuarei a amar-te. De cada vez que pensar em ti o meu coração encher-se-á de alegria imensa e de insondável tristeza, pois há muito que me esqueci da diferença entre esses dois lindos sentimentos. Invocar a tua memória e relembrar o teu carinho será amar-te mais um pouco. Nunca te deixarei. Nunca te magoarei. Nunca me esquecerei de ti. Nunca deixarei de ser a pessoa que sempre fui. E assim, nunca serei o teu amor. Nunca serei feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque terei de sofrer assim? Estarei a pedir demais? Talvez tenha de me conformar à minha cinzenta vida e perceber aquilo que tenho de precioso. A felicidade não é senão uma medida de contentamento face a um oposto. Terei de me resignar em ser esse oposto e oferecer felicidade ao mundo por comparação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, querida, minha mais amada, minha razão de vida, perdoa-me por todas as palavras nunca ditas, pela pessoa que tentei ser e não consegui, por toda a felicidade e amor que não te consigo dar. Sou demasiado pequeno junto de ti e pensei que a minha desmesura de amor que por ti sinto poderia um dia vir a colmatar essa brecha de sentimentos. Querida, perdoa-me por aquilo que sou e nunca descobriste, pela ignorância e ingenuidade em que te deixo apenas porque não suportaria perder o pouco que de ti recebo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é uma assunção de derrota. Não vou ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo de solidão, tempo de exílio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-112052338874348191?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/112052338874348191/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=112052338874348191' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/112052338874348191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/112052338874348191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2005/07/tempo-de-solido.html' title='Tempo de Solidão'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-112131148511740348</id><published>2005-07-14T04:24:00.000+01:00</published><updated>2005-07-14T11:15:06.770+01:00</updated><title type='text'>E agora eu</title><content type='html'>Lágrimas, lágrimas... que bem me sabem passado tanto tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suaves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solidão, doce dor, conhecida mágoa. Volto a entregar-me a ti. Por favor guia os meus passos nesta minha negra caminhada. Apaziguem-me a alma, ofereçam-me santuário, dêem-me paz, por favor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-112131148511740348?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/112131148511740348/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=112131148511740348' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/112131148511740348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/112131148511740348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2005/07/e-agora-eu.html' title='E agora eu'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-112131136192388853</id><published>2005-07-14T04:13:00.000+01:00</published><updated>2005-07-14T04:22:41.926+01:00</updated><title type='text'>Amo-te</title><content type='html'>Ver as tuas lágrimas acordou em mim um sentimento de melancolia inefável. E eu amo-te, eu já te devia sentir... E sinto, sim. Mas isto foi impressivo demais. Alguém como tu jamais deveria sofrer assim. É um drama, é uma tragédia como eu nunca a senti...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto te apertava contra o meu peito e te sentia soluçar por entre os meus braços, quis proteger-te, quis ser alguém para ti. Queria poder fazer tudo para que um sorriso aflorasse, mais uma vez, nos teus lábios. Pessoas tão lindas como tu não devem chorar. Querida, não te percas, não tires as lições erradas daquilo que hoje vives. Nunca conheci ninguém como tu, por favor não desapareças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao acariciar-te a face, procurando afastar as tuas lágrimas e oferecer-te algumas palavras de bondade, senti-me fraco, derrotado. Apertei o teu corpo, quente e suave, com mais força. Tanto amor e tão pouco poder. Tanto sentimento e tão pouco que posso fazer. Tanta ternura fechada no meu coração, à espera que a recebas, e tão pouco me pedes. Não me deixas amar-te, não sei amar-te. Acorda, querida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Não sei, não sei descrever a frustação que senti. Nem eu faço ideia do que sinto e da amplitude do meu amor. Não consigo guardar tudo no meu coração, quero amar, preciso de amar, preciso de amar-te. Sou incapaz de fechar tudo isto na minha alma, transbordo de paixão e sentimento. Assim é, pois, que que ganho um medo de amar, de oferecer demasiado de mim. Nunca me amarás desta forma, querida, não é possível...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus, meu amor...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-112131136192388853?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/112131136192388853/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=112131136192388853' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/112131136192388853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/112131136192388853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2005/07/amo-te.html' title='Amo-te'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-112131073544651419</id><published>2005-07-14T04:08:00.000+01:00</published><updated>2005-07-14T04:33:45.323+01:00</updated><title type='text'>Agora</title><content type='html'>E no entanto, tendo escrito isto, tenho plena consciência de que nada mudará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras vãs, ocas. Tudo o que sou. Não foram palavras que te confortaram quando precisaste. Não foram palavras que me deram a conhecer aquilo que sinto por ti. Não foram frases que me entristeceram quando me achei só, nem foram pensamentos a preencher a minha alma quanto senti, mais uma vez, medo da solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou farto de palavras, e sobretudo de não as poder proferir. Nem aqui, nem comigo, sei ser honesto. Palavras que podiam servir para algo em pessoa diferente. Significados certos e concretos que eu não sei aproveitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou ridículo, mesmo. Tanta letrinha junta e tão pouco consolo retiro disso. Foi nisto que me transformei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-112131073544651419?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/112131073544651419/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=112131073544651419' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/112131073544651419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/112131073544651419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2005/07/agora.html' title='Agora'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-112131032685912531</id><published>2005-07-14T03:59:00.000+01:00</published><updated>2005-07-14T04:32:17.180+01:00</updated><title type='text'>Situação</title><content type='html'>Hoje, no trabalho, ninguém estranhou eu estar tão calado. Ninguém fez caso quando o cinzento Vincent não soube dizer que dia era, quando ele se perdeu nas suas frases, quando ele fitava sem nexo e tempo o brilhante céu pintado de inocentes nuvens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de chegar a casa, notando o vazio e a ausência especialmente imponente de mais um dia na minha vida, recordei um certo texto que escrevi há uns tempos, em que notava a estranha tendência de me mostrar alegre e forte junto das outras pessoas sempre que na verdade a minha alma se atolava em profundas tristezas. Uma contradição nos seus próprios termos, eis o que sou. Uma pessoa assustada e cobarde, sem orgulho ou estima, mas que apesar de tudo se revela sempre incapaz de pedir ajuda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que isto aconteceu? Como me acho completamente só, sem um amigo, sem uma amiga, sem alguém que me ame?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser diferente, agora. Quero esquecer-me daquele que sou e apagar a minha vida. Sem me esquecer de ti, e sem perder o meu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hora é tardia, não o conseguirei...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-112131032685912531?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/112131032685912531/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=112131032685912531' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/112131032685912531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/112131032685912531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2005/07/situao.html' title='Situação'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-112130990062168855</id><published>2005-07-14T03:55:00.000+01:00</published><updated>2005-07-14T03:58:20.626+01:00</updated><title type='text'>Desejo-te</title><content type='html'>Quando estou contigo, odeio todas as outras pessoas, os momentos que nos roubam, a sua presença que me importuna. Sou egoísta, sou ávido e estou só: quero estar contigo, quero aproveitar todos os pequenos momentos a teu lado, a ligeira atenção que me ofereces, o sentido amor que me revelas. És tão preciosa que eu não sou capaz de sentir outra coisa, outro impulso. Desejo-te, querida, e fico profundamente magoado quando te afastas de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou egoísta, claro que sim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São pessoas a mais no meu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, nem poderia ser de outra forma. Nesta vida que levamos, a única forma de um de nós não sair magoado seria se nos amássemos. Se tu viveres longe de mim, a minha dor é intensa. Se eu te revelar o meu amor, sairás magoada. Eu já conheço a solidão, já acarto com toda a mágoa na nossa amizade. Que isso continue, pois...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-112130990062168855?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/112130990062168855/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=112130990062168855' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/112130990062168855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/112130990062168855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2005/07/desejo-te.html' title='Desejo-te'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-111938411300761503</id><published>2005-06-21T16:22:00.000+01:00</published><updated>2005-06-22T11:45:53.666+01:00</updated><title type='text'>Intermezzo</title><content type='html'>Na tua honestidade, magoas-me. Na tua doçura, angustias-me. Com as tuas palavras fazes com que me odeie. Na nossa amizade, não há um único momento em que eu não deseje deixar de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia que passa aproximo-me demais. Cada hora que passo junto de ti aproxima o momento em que me finalmente me rejeitarás, não por aquilo que sou, mas por aquilo que te habituaste a ver em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, nenhuma medida ou composição de palavras servirá para me fazer sentir melhor, como agora. Aí estarei finalmente no silêncio, na fria imobilidade de uma vida acabada e sem rumo. Então, só conseguirei pensar numa coisa e numa coisa apenas. Só terei uma obsessão. Só saberei sentir uma medida do mundo. Só me restará um conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu amor que sinto por ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso nunca desaparecerá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-111938411300761503?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/111938411300761503/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=111938411300761503' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/111938411300761503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/111938411300761503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2005/06/intermezzo.html' title='Intermezzo'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-111386909780966293</id><published>2005-04-19T00:47:00.000+01:00</published><updated>2005-07-01T14:26:51.706+01:00</updated><title type='text'>Sempre</title><content type='html'>Mes jours comme mes nuits,&lt;br /&gt;Sont en tous points pareils.&lt;br /&gt;Sans joie et pleins d'ennui.&lt;br /&gt;Oh! quand donc pour moi brillera le soleil?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-111386909780966293?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/111386909780966293/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=111386909780966293' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/111386909780966293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/111386909780966293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2005/04/sempre.html' title='Sempre'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-111300768686868222</id><published>2005-04-08T23:39:00.000+01:00</published><updated>2005-04-09T01:48:06.870+01:00</updated><title type='text'>Rotina semanal</title><content type='html'>Sexta feira à noite, e eu estou sozinho em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu fim de semana começou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-111300768686868222?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/111300768686868222/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=111300768686868222' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/111300768686868222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/111300768686868222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2005/04/rotina-semanal.html' title='Rotina semanal'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-111257395398501964</id><published>2005-04-04T01:17:00.000+01:00</published><updated>2005-04-04T01:28:28.136+01:00</updated><title type='text'>Zut</title><content type='html'>Sim, apaguei o meu post anterior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apercebi-me do meu excessivo entusiasmo e optimismo, por isso decidi suspender o texto até amanhã, altura pela qual já saberei ao certo se a minha alegria tinha algum fundamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se sim, colocarei de novo o ligeiro post e posso nunca mais regressar ao blog. Se não, ao menos não terei um monumento de optimismo seco e tantalizante para me irritar de cada vez que vir escrever alguma coisa. Embora o mais certo, por pura falta de estima própria, seja que o texto acabe aqui de qualquer forma, mesmo que isso me traga alguma dor e me faça sentir ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até amanhã, pois. Eu até pediria desculpa por esta edição, mas também não deve haver muita gente que me leia e que se importe com tudo isto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-111257395398501964?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/111257395398501964/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=111257395398501964' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/111257395398501964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/111257395398501964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2005/04/zut.html' title='Zut'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-111058331561614810</id><published>2005-03-11T23:11:00.000Z</published><updated>2005-03-11T23:21:55.620Z</updated><title type='text'>Contigo</title><content type='html'>Está a tornar-se muito difícil conversar contigo, meu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu consegues sempre trocar-me as voltas, não é? Consegues perceber que a minha melancolia é um mero reflexo de outra coisa mais profunda e que não consegues compreender. E fazes-me rir, fazes-me esquecer. De repente, estou a teu lado a sorrir e a viver. De repente, fico feliz por estar ao teu lado. É normal que me afectes tanto. Eu amo-te, tonta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, sinto-me estranho. Quando estou a teu lado não consigo permanecer tristonho. É simplesmente impossível. Amo-te demasiado para estragar os momentos que passo contigo sem um sorriso na face ou sem palavras amigas e animadas para te oferecer. Tu fazes-me feliz, apesar de tudo. Contudo, isto também quer dizer que não me conheces bem. Nunca me vês como eu sou, nunca me escutas os meus verdadeiros sentimentos. Assim que viras as costas e partes para a tua vida feliz que me magoa tanto, eu fico abandonado à solidão e transformo-me neste desgraçado lacrimejante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez isso seja louvável. Eu não quero que me descubras, não quero que saibas que te amo. Se sim, já-to teria dito. A questão é que não adianta nada mostrar-me junto de ti. Junto de ti, só posso ser a pessoa que jurou fazer-te feliz com todo o alento da sua vida. De que me serve que me vejas triste e desgraçado, rasgado por uma solidão que é tão minha e tão forte? Para quê? Para me confrontares? Para me perguntares o que se passa e me confortares? Para eu te responder que te amo? Sim, porque essa é a única resposta a dar. É precisamente a reposta a não dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me tão estranho. Sinto-me tão estranho por ser tão íntimo de uma pessoa que sabe tão pouco de mim. Como podemos continuar a considerarmo-nos amigos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa pergunta já te ocorreu muitas vezes, não foi? Quase que já te atreveste a colocá-la. De cada vez que eu te escondo o meu amor ficas ressentida. Triste. Quase zangada. E depois fechas-te. Parece-te que eu não confio em ti, ou que eu não correspondo o teu amor e a tua franqueza. E sabes, acho que tens razão. Eu sou um idiota. Não te declaro o meu amor porque tenho medo. Não digo que te amo porque a nossa amizade acabaria. E depois, com que ficaria eu? Com toda a solidão do mundo e nem uma razão para viver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que prefiro manter esta meia-amizade, esta meia-relação, esta meia-intimidade. Não é verdadeira, mas ao menos permite-me viver junto de ti e, sim, amar-te também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, sinto-me muito melhor por ter escrito isto, minha querida. Obrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-111058331561614810?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/111058331561614810/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=111058331561614810' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/111058331561614810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/111058331561614810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2005/03/contigo.html' title='Contigo'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-111042021719416790</id><published>2005-03-10T01:56:00.000Z</published><updated>2005-03-10T02:03:37.203Z</updated><title type='text'>Simplesmente Amor</title><content type='html'>Eis que passou um ano desde que aprendi a amar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não a amei à primeira vista, como já expliquei. Não sei se esse tipo de amor existe. Sei que simpatizei com ela à primeira vista, sei que me senti atraído, curioso, agitado. Ela era especial, e eu percebia-o, mas não sabia ainda retirar daí as devidas consequências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em muitos aspectos, foi há um ano atrás que falei pela primeira vez com ela. E aí sucedeu algo de fantástico. Percebi que ela era a pessoa por quem eu tinha aguardado toda a minha vida, que ela era a minha própria ideia e síntese de paixão e amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas percebi outra coisa. Assim que descobri o meu amor, tive de abdicar dele. Poderá haver destino mais cruel ou pena mais dolorosa para uma simples alma apaixonada que acabou de encontrar o seu sentido da vida do que dizer que ele tem de esquecer tudo? Que ele tem de colocar tudo atrás de si? Continuar a caminhar em frente? Sozinho? Sozinho, como sempre ele se achou? Sozinho, como ele sempre será se não for pelo amor que nutre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz hoje um ano desde o dia mais feliz da minha vida. E do mais triste também. Já nem consigo distinguir. Haverá sequer alguma diferençam, para mim? Como posso continuar a ser a mesma pessoa se apenas tenho um desejo, uma paixão, um propósito, e ele me está vedado? Não sei como viver assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assusta-me também o facto de já ter decorrido um ano. Um ano inteiro. Semanas e semanas de solidão, intercaladas com dias vazios e horas de mágoa. Horas imensas. Que fiz eu desse tempo? Absolutamente nada, compreendo agora. Se tu tinha asas, elas foram cortadas. Se eu tinha ânimo, ele foi rechaçado. Se eu queria viver, agora já não temo o requiem. O amor que sinto e que é grande demais para estas pobres palavras deu-me o alento para ser a pessoa de sentimentos que sou hoje, sim, mas ao mesmo tempo que fez isso roubou-me algo de imensamente mais precioso, roubou-me a própria concretização do meu amor. Sou como um cego que sabe ler mas não consegue ver. Sou como uma borboleta sem asas que, por alguma razão, continua a viver. Sou como um lindo pássaro que sonha com grandes coisas mas está enjaulado para o resto da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai wa ai wa doko e yara? Gostava de saber onde estarei daqui a um ano. Gostaria de conhecer o futuro dos meus sentimentos. É que parecem tão perpétuos, tão eternos, tão solidamente fincados na definição da minha pessoa. Não concebo viver sem eles agora, mas eles irão desaparecer, um dia. Talvez leve anos. Talvez leve horas. Talvez só terminem quando eu morrer. Quando eles se desvanecerem, também o eu que sou eu desaparecerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já agora, porquê as estranhas entradas bíblicas que coloquei no texto anterior? É difícil de explicar, mas creio que elas ilustram de um modo quase perfeito parte da minha melancolia. Em ambas temos o povo de Israel, escapado do tormento do Egipto, mas que no entanto recorda com saudades os tempos mais negros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam indubitavelmente a caminho de uma existência melhor, e sabiam-no bem, mas não conseguiam deixar de duvidar da sua caminhada, nem de suspirar pelos pequenos prazeres de uma vida passada. As cebolas do Egipto, como elas pareciam tão finais para aquele povo sofredor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, tenho saudades de certas coisas que aconteceram durante o último ano. Saudades de sentimentos ou estados de espírito que já não consigo invocar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo-me, e essa lembrança traz-me lágrimas aos olhos, de como eu me sentia, dia após dia, quando chegava a casa e compreendia que amava alguém. Eu amo alguém. Eu amo! E chorava de felicidade e contentamento por conseguir fazê-lo, sentia-me bem por haver uma pessoa neste mundo que me é tão estranho a quem eu podia devotar toda e qualquer finalidade do meu ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me das minhas longas caminhadas e do calor que sentia no meu peito ao imaginar o que pensaria ela se soubesse o quão eu a amava. Lembro-me de amaldiçoar todas as horas que passava longe dela e de desejar que os dias vazios se esvoaçassem e eu a pudesse ver o mais cedo possível. Nesses tempos, eu ansiava pelo dia de amanhã, em vez de ter medo do que ela me poderia trazer, como faço agora. Sentia-me tão jovem ,tão cheio de esperança e de maravilhas. Não é que eu tenha deixado de amar, ou que a minha paixão tenha diminuído, mas hoje sinto-me cansaso. Não tenho esperanças, não tenho forças. Tudo o que desejo já nem é estar com ela. É afastar-me de tudo e de todos até que esta dor horrível termine de uma das formas delineadas acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde há um ano que não sou realmente feliz, mas também não consigo deixar de sentir saudades de certas coisas admiráveis no meu mar de solidão. Das minhas cebolas do Egipto. É que, afinal de contas, como escrevia Bernardo Soares, a mudança é sempre para pior, mesmo quando seja para melhor. A mudança e a evolução acartam sempre a perda de alguma coisa, e esse lastro, bom ou mau, já não volta mais. viver é uma constante subtracção das coisas boas e más de que somos feitos, e se tivermos sorte, perdemos mais momentos doloros do que estados felizes. Mas perdemos sempre alguma coisa. Tenho saudades de tudo o que perdi, mesmo que isso seja feito de mágoa e escuridão. Tenho saudades dos meus tempos de solidão e sofrimento inicial que precederam o fatídico dia de 9 de Março. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não hesitaria por passar pelo mesmo atroz sofrimento outra vez, pois nunca me senti tão vivo e realizado como nesse dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que poderia continuar a chorar durante páginas e páginas. Mas isso é rídiculo. A minha dor e tristeza apenas têm sentido para mim e apenas reflexamente releva. Há muita tristeza e tragédia à nossa volta, não precisam de ler estas tolas linhas. Mas esta é a MINHA tragédia, e a MINHA solidão, e por isso escrevo tanto sobre tão pouco que é tanto para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ano inacreditável que este foi. Um dia, ela saberá até que ponto me faz feliz. E infeliz. Mas isso ela não precisa de saber. Nem vai saber. Vai meramente compreender que este último ano, mesmo que pleno de desilusões e da maior vaga de solidão que jamais senti, foi mesmo o melhor da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não basta isso para eu continuar a amar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-111042021719416790?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/111042021719416790/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=111042021719416790' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/111042021719416790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/111042021719416790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2005/03/simplesmente-amor.html' title='Simplesmente Amor'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-110955496313692185</id><published>2005-02-28T01:36:00.000Z</published><updated>2005-02-28T01:55:23.980Z</updated><title type='text'>Eu tenho um rendez-vous com a solidão...</title><content type='html'>Só mais uns dias. Só mais uma semana até reviver tudo. Estou amaldiçoado com uma memória fortíssima de tempos idos e com um espírito ritualista. É mais forte que eu, o dramatismo e o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mise-en-scène&lt;/span&gt; correm-me nas veias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Março... Março aproxima-se, e quer eu queira disfarçar ou não, vai ser o mês mais frio do ano...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-110955496313692185?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/110955496313692185/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=110955496313692185' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110955496313692185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110955496313692185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2005/02/eu-tenho-um-rendez-vous-com-solido.html' title='Eu tenho um rendez-vous com a solidão...'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-110929768986058625</id><published>2005-02-25T00:58:00.000Z</published><updated>2005-02-25T02:14:49.866Z</updated><title type='text'>Lacrimosa dies illa ...</title><content type='html'>Meu Deus, há quanto tempo já não venho a este blog! Já criou teias de aranha na minha ausência, um interregno que, infelizmente, não foi motivado por qualquer género de cessação do meu exílio ou solidão. Antes tivesse sido. Todavia, conforme já expus por aqui em tempos anteriores, a tristeza não me motiva, não me acirra qualquer veia poética ou artística. Apenas me faz odiar a vida e a perder qualquer vontade criadora. Deixo de existir para mim e para os outros, é tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois, vir aqui para quê? Para me encher de mais solidão com palavras que relatam aquilo que sinto ou que vivo? Já me chega o sofrimento do quotidiano, já me chegam todas as fugas que não têm o poder de aquecer o meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há sempre algo de reconfortante, algures.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo admtir que, durante as últimas semanas, tenho encontrado grande conforto no &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Requiem &lt;/span&gt;incompleto de Mozart. Tenho ficado horas imóvel a deleitar-me com alguns dos seus movimentos, e percebi mesmo que até agora nunca tinha conseguido perceber a essência da sua música. Tantas vezes que eu já ouvi o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Requiem&lt;/span&gt; e nunca compreendi... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que este &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Requiem &lt;/span&gt;não é triste. Enfim, qualquer requiem é uma música fúnebre, mas este não é feito de mágoas. Não consigo ficar triste ao apreciar as suas notas. Há desespero, sim, há força, poder e sentimento, mas não sei se haverá tristeza. Se a invoca, é apenas porque ela já existe no fundo do nosso coração, e a sua beleza apenas nos faz recordar com mais força daquilo que já transportamos em nós.  Não, em cada um dos andamentos do Requiem só existe a mais profunda compaixão em cada um dos seus andamentos, e a mais reconfortante das mensagens que uma profunda alma solitária pode ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas claro, há sempre o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lacrimosa&lt;/span&gt;. Terrível &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lacrimosa&lt;/span&gt;. Comovente &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lacrimosa&lt;/span&gt;. Foi este o andamento que mais confusão me causou, e foi este o responsável pelo meu falso entendimento da obra. É que o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lacrimosa&lt;/span&gt; é poderosíssimo. É a suprema ideia de música pura e bela. E como todas as coisas belas, é também muito suave, e enganadoramente triste. É como um lamento que apela directamente para aquilo que estivermos a sentir em cada momento: já o ouvi como oração, como murmúrio ou como luto. Depois passei a ouvi-lo como mágoa. Mas na verdade, ele é todo esperança e luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lacrimosa&lt;/span&gt; que me fez compreender algo, foi esse oitavo movimento que me abriu a alma ao &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Requiem&lt;/span&gt;. O seu coro anseia por algo que esta vida não lhe pode dar, sente um desejo de uma ambiguidade absoluta e de uma existência perfeita. A música não é deste mundo. Fala-se do fim e da escuridão, e no entanto não se teme a sua dor. Como é isto possível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que há que ter esperança, apesar de tudo. Venha o que vier. O que o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Requiem&lt;/span&gt; me diz agora é que a morte não é assim tão terrível como isso. Ou não deve ser. Não sei. Mas pode ser esperança e pode ser luz, pode ser uma visão confortante. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Requiem aeternam dona eis, Domine"&lt;/span&gt;, "Concedei-lhes eterno repouso, Senhor", são as primeiras palavras e ideias do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Introitus&lt;/span&gt;. É uma verdadeira e maravilhosa missa fúnebre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lacrimosa&lt;/span&gt; (e o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Requiem&lt;/span&gt; em geral) adquirem ainda uma dimensão mais comovente se nos recordarmos que Mozart estava às portas da morte quando o escreveu. Muitos acreditam que o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lacrimosa&lt;/span&gt; contém as suas últimas escrituras (embora provavelmente tenha sido a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sequentia&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Domine Jesu and Hostias&lt;/span&gt; a última a ser escrita), e o facto permanece que é um movimento, como muitos outros, incompleto. Todavia, a sua mensagem é clara e não foi deturpada ou escondida por entre as muitas variações a que a partitura foi sujeita. Em cada nota desta obra, em cada lamento e exortação que o coro profere, em cada acorde que percorre e desliza pelas várias dimensões da melodia, é perfeitamente inteligível a intenção última de Mozart.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quer que venha depois de tudo isto, não pode ser assim tão mau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A minha solidão alegra-se com esta elegante esperança".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-110929768986058625?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/110929768986058625/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=110929768986058625' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110929768986058625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110929768986058625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2005/02/lacrimosa-dies-illa.html' title='Lacrimosa dies illa ...'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-110722222471575042</id><published>2005-02-01T01:32:00.000Z</published><updated>2005-02-01T01:43:44.716Z</updated><title type='text'>Sonolência</title><content type='html'>A monotonia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que maçada ter de sofrer com toda esta monotonia. É um paradoxo insondável da minha pessoa, que eu tenha de sentir tanto e todavia padecer de profundos acessos de tédio. A tristeza por vezes acirra a veia poética em algumas pessoas, Outras desdobram-se em actividades quando a mágoa as visita. Eu fico quieto, muito quieto, com a cabeça a doer, com a alma dorida de tanta coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E apetece-me dizer tanto, escrever tanto... Apetece-me usar o meu sentimento para alguma coisa, nem que seja para mim mesmo. Mas nada consigo alcançar. Vejo os dias correrem à minha frente como a àgua que desliza musicalmente num ribeiro veloz. Fico encantado com o som da passagem, confundo-o com evolução e mudança. Mas não sei o que fazer com o meu tempo. Tenho tanto tempo, e mesmo assim nunca tenho horas suficientes para o que quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será possível ficar-se deprimido por causa de uma depressão? Não paro de achar novos lados e facetas deste odioso eu; descubro agora que tenho a patética capacidade de me entorpecer com o entorpecimento. Estou triste em consequência de ter estado triste. Sinto-me magoado para além do que a minha mágoa me inflige.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo esta página é um reflexo do meu tédio incompreendido. A cada minuto penso em coisas que poderia tentar verter em palavras e colocar aqui, se fosse caso para isso e se o conteúdo fosse adequado. No entanto, deixo semanas entre os meus fracos textos, dias e dias entre meras criações tecladas à pressa com a cabeça vazia e a alma cheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mágoa tolda-me todos os movimentos, bloqueia-me toda a iniciativa. Fico preso num mundo cinzento, num lugar sedutor e quente que me sussurra suavemente ao ouvido para me deixar adormecer, para esquecer e entregar-me indolentemente aos dias que passam. E eu cedo, acabo por reduzir-me à nulidade daquele que posso ser. Tudo sinto e nada faço, e com isso me entristeço. Mudar é uma anedota; falta-me um estímulo exterior. Estou demasiado desligado de tudo e de todos na minha vida para poder encontrar uma razão que me faça acarinhar cada dia como um belo dia. Falta-me algo para que o despertador toque todas as manhãs e eu não deseje poder desaparecer para sempre assim que me apercebo de mais uma jornada que se inicia. Nem é medo da vida, é tédio da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gosto de mim. Não gosto desta irreconhecida assunção de derrota. Devo sentir que já não há mais nada a fazer e que devo desistir. Mas não quero fazê-lo. Não está na minha natureza amar a monotonia, não me corre no sangue a paixão ou o conforto pela conformidade e pela resignação. Não gosto de perder tempo, e muito menos de sentir que o estou a perder. Fico doente, mesmo, quando sinto as fugazes horas a escaparem-se por entre os meus dedos à medida que suspiro e anseio e me perco e fujo de todas as coisas tristes na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acta est fabula? Infelizmente, temo que ainda nem tenha começado...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-110722222471575042?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/110722222471575042/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=110722222471575042' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110722222471575042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110722222471575042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2005/02/sonolncia.html' title='Sonolência'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-110635193877239814</id><published>2005-01-21T23:53:00.000Z</published><updated>2005-07-01T14:50:18.770+01:00</updated><title type='text'>É tão simples</title><content type='html'>Pode começar amanhã, para a semana ou pode nunca ocorrer. Apenas sei dizer que se decidires perceber, conseguirás fazê-lo. Sou um livro aberto, sou um mar de emoções à flor as palavras e dos gestos. Sei esconder-me, sei dissimular-me, sei colorir-me, mas não consigo disfarçar o que sinto por ti. Não de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta decidires que me queres ver, e ver-me-ás. Até agora tem sido a tua vida e a tua felicidade a proteger-me, a desviar a tua atenção, mas a cada dia cresces mais curiosa, mais interessada. Intrigo-te, eu sei. Tenho algo que ainda não descobriste mas que sabes que é integral para a minha caracterização como pessoa. E incomoda-te não saberes o que é, irrita-te que eu não to revele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada poderia ser mais simples do que a minha descodificação. Tenho medo do dia em que me tentes compreender, pois essa será a hora em que nem a minha mais dissimulada actuação evitará que descubras o quanto eu te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou uma equação fácil, no fundo. Sou sentimento e emoção a toda a hora e só basta adicionares as minhas partes para encontrares a minha paixão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-110635193877239814?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/110635193877239814/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=110635193877239814' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110635193877239814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110635193877239814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2005/01/to-simples.html' title='É tão simples'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-110582866485262236</id><published>2005-01-15T21:53:00.000Z</published><updated>2005-07-01T14:53:01.826+01:00</updated><title type='text'>"Biografia de alguém que nunca teve vida"</title><content type='html'>De facto, eu não tenho emenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então não é que comecei a reler o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Livro do Desassossego"&lt;/span&gt; anteontem? Peguei nele por necessidade, por sentir que, mais uma vez, tinha chegado a hora de me cobrir com as suas palavras inquietas e sentimentos gémeos. Mais uma vez tinha sentido a falta de toda aquela solidão vertida eximiamente em palavra e símbolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lembro-me que, no ano passado, voltei a pegar no livro por esta altura, provavelmente tal como acontecera um ano antes. É quase como se tivesse alguns livros irremediavelmente associados a certos meses. Não sei se me deva assustar mais com isto ou com o facto de estar a viver anos de emoções cíclicas. A minha vida não passa, apenas se repete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, é complicado descrever o que sinto quando leio esta obra. Por um lado, sinto-me quase privilegiado por ser este pequeno português que sou e conseguir ler esta língua tão difícil. Uma vez peguei na tradução inglesa do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Livro&lt;/span&gt; e lembro-me de ter ficado muito triste por todos os leitores do mundo que nunca conseguiriam compreender e entranhar a verdadeira espiritualidade desta obra. As ideias passam, as formas quebram-se, e isso sucede para todos os livros. Mas até que ponto é que um livro vindo do fundo da alma, forjado pelo cansaço, desmaterialização, pela vida e pela monotonia, um livro resultante de um punho de genesíaco devaneio, até que ponto é que uma temível obra como essa pode ser compreendida plenamente sem a integralidade das suas estruturas formais? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, e falando do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Livro&lt;/span&gt; em si, são numerosas as situações descritas e os sentimentos elencados que não me dizem nada, no sentido de nunca os ter conhecido ou de nunca neles ter meditado. Mas assim que os leio, sinto-os, vivo-os, empresto-os por dias a fio. É por isso que nunca me faz bem ler esta lindíssima obra, e é por isso que eu não tenho emenda ao pegar nela sempre que me encontro neste estado de espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra ideia, ainda: se há palavras para descrever algo, e o mesmo conjunto de vocábulos consegue exprimir na perfeição algo de muito diferenciado, não teremos encontrado as Palavras Universais da nossa vida? Este livro está cheio de mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, finalmente, ao percorrer esta obra do desassossego, encontro certas coisas que poderia ter eu escrito, se ao menos soubesse escrever...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Amo, pelas tardes demoradas de verão, o socego da cidade baixa, e sobretudo aquelle socego que o contraste accentua na parte que o dia mergulha em mais bulício, a Rua do Arsenal, a Rua da Alfandega, o prolongamento das ruas tristes que se alastram para leste desde que a da Alfandega cessa, toda a linha separada dos caes quedos - tudo isso me conforta de tristeza, se me insiro, por essas tardes, na solidão do seu conjucto. Vivo uma era anterior áquela em que vivo; goso de sentir-me coevo de Cesário Verde, e tenho em mim, não outros versos como os d'elle, mas a substância egual à dos versos que foram d'elle.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Mas ha mais alguma cousa... Nessas horas lentas e vazias, sobe-me da alma à mente uma tristeza de todo o ser, a amargura de tudo ser ao mesmo tempo uma sensação minha e uma coisa externa, que não está em meu poder alterar. Ah, quantas vezes os meus próprios sonhos se me erguem em cousas, não para me subsistituirem a realidade, mas para se me confessarem seus pares em eu os não querer, em me surgirem de fóra, como o electrico que dá a volta na curva extrema da rua, ou a voz do apregoador nocturno, de não sei que cousa, que se destaca, toada arabe, como um repuxo subito, da monotonia do entardecer!"&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-110582866485262236?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/110582866485262236/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=110582866485262236' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110582866485262236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110582866485262236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2005/01/biografia-de-algum-que-nunca-teve-vida.html' title='&quot;Biografia de alguém que nunca teve vida&quot;'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-110522924745957286</id><published>2005-01-08T23:52:00.000Z</published><updated>2005-07-01T14:52:13.123+01:00</updated><title type='text'>Assunções...</title><content type='html'>Acredito que há mais musicalidade num suspiro e num sussurro deitados ao vento do que numa palavra directa. Que há mais ternura numa palavra encerrada no mistério do que a mais viva das declarações. Que o amor pode surgir em todo o lado, e que, seja qual for o seu destino, toma as rédeas de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que não é preciso saber para amar, nem conhecer para ser amado. Há mais amor secreto e verdadeiro do que se pode pensar, e tolos somos todos por não vermos isso todos os dias. Acredito que nunca serei feliz no amor, mas que isso não é razão para deixar de amar. A paixão não existe devido a um fim, a um objectivo. Simplesmente, existe, e não há nada que eu possa fazer senão vivê-la. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que o que o meu amor conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que é um prazer e um consolo amá-la sem que ela se aperceba. Como seria bom saber que cada um de nós tinha alguém com quem sempre poderá contar e que nunca deixará de emanar a sua ternura! Mas também, se não soubermos, não é por isso que vai deixar de haver ternura, e é por isso que é um verdadeiro mim e consolo amar incógnito. Estou lá, e mesmo que ela não saiba, lá estou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tudo isto acredito, mas nada disto sei. O meu coração só conhece o presente e o que sentiu, e a minha mente apenas projecta idealizações para o futuro. Talvez o amor não seja nada disto, talvez seja simples e fácil, ou desinteressante e inédito. Tudo isto oiço dizer e tudo isto gosto de imaginar. Um dia virá, talvez, em que eu terei a felicidade ou a miséria de descobrir até que ponto tem razão o meu sentimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-110522924745957286?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/110522924745957286/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=110522924745957286' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110522924745957286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110522924745957286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2005/01/assunes.html' title='Assunções...'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-110488625883233383</id><published>2005-01-05T01:47:00.000Z</published><updated>2005-01-05T20:55:30.196Z</updated><title type='text'>Inverno</title><content type='html'>Tenho de arredar esta noção de que sou a pessoa mais indicada para ela. Não sou. Nunca fui. Sempre procurei pensar isso mas afinal de contas, no fundo, bem no fundo, havia qualquer coisa que me individualizava como alguém especial, uma pessoa que a poderia fazer feliz noutras circunstâncias, mais do que ninguém. Uma esperança, talvez um réstia de auto-estima, uma pequenina doce voz que ainda me deixava acreditar em mim e no amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é a maior mentira com que me embriaguei durante o último ano. Talvez a maior das mentiras que já usei para me convencer de alguma coisa. E o que mais me assusta é que foi uma mentira inconsciente, uma coisa que eu não consegui controlar. Uma mentira com vontade própria e que, olhando para o meu sofrimento, assumia a compaixão de me consolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofrer é fácil. É difícil, mas é fácil. Pode haver sempre um consolo em acharmo-nos dignos da solidão e da tristeza por sermos aquilo que somos. Mesmo que eu ame alguém no escuro, alguém sem resposta e sem consciência do meu amor, mesmo que eu sofra e definhe com a solidão que nunca me deixará, pelo menos posso contentar-me pela medida da minha paixão. Posso elencar as formas como a amo, posso descrever os limites insondáveis do meu amor e posso até acreditar que ela, noutras circunstâncias, sentiria por mim o mesmo. Que me devotaria o seu amor por inteiro, na mesma medida e proporção com que eu o faço todos os dias e ela nunca percebe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não é verdade, minha querida, sabemos bem que isso não é verdade. Eu não sou para ti e, se fosse, não te completaria. Nunca mo disseste, mas eu percebo-o na sombra das tuas palavras, leio-o nos teus olhos distantes, compreendo-te. Eu amo-te, como poderia deixar de te compreender tão bem? Foste feita para mim, minha querida, mas eu estou longe de poder ser aquele que mais amarás. Não podemos existir, é verdade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que me apaixonei que não sinto nada de tão devastador. É um sentimento mais atroz do que o desgosto que transporto em mim constantemente. Falsas esperanças e falsos sentimentos vão e vêem, mas agora sei, sei mesmo, tenho a certeza que ela nunca me amará, e que a minha felicidade, mais uma vez, fica um passo mais distante de mim. É terrível quando a única grande certeza que se possui na vida é uma segurança destas. É tudo o que eu sei agora, é tudo com que posso contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, como e quando acabará tudo isto? O que se seguirá no meu mar de tormentas? Estou tão dorido, tão farto, tão triste. Já nem sei se quero amar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-110488625883233383?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/110488625883233383/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=110488625883233383' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110488625883233383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110488625883233383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2005/01/inverno.html' title='Inverno'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-110462188769848707</id><published>2005-01-01T23:18:00.000Z</published><updated>2005-01-01T23:27:45.393Z</updated><title type='text'>Chegou um novo ano</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Gelaram todas as mãos cruzadas sobre todos os peitos...  &lt;br /&gt;Murcharam mais flores do que as que havia no jardim...  &lt;br /&gt;O meu amar-te é uma catedral de silêncios eleitos,  &lt;br /&gt;E os meus sonhos uma escada sem princípio mas com fim... "&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis um novo ano, um novo período de grandes esperanças, pequenas esperanças, ânsias e sonhos. Para quem, como eu, vive aterrorizado do futuro e da mudança, não é fácil encontrar um sentimento para este dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no entanto, sem que saiba muito bem porquê, só me consigo lembrar destes versos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-110462188769848707?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/110462188769848707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=110462188769848707' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110462188769848707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110462188769848707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2005/01/chegou-um-novo-ano.html' title='Chegou um novo ano'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-110203531911968826</id><published>2004-12-03T01:53:00.000Z</published><updated>2004-12-03T00:55:19.126Z</updated><title type='text'>Rotina</title><content type='html'>Mas que dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordar e sentir o ar gelado do outro lado dos cobertores, tentar buscar uma razão para abrir os olhos e encarar mais um desolado dia. Querer dormir para sempre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir que apenas perco tempo com todo o meu trabalho, ao mesmo tempo que me ataco por cada minúsculo e patético erro que faço por descuido. Tropeçar nas palavras e enfurecer pessoas que não merecem, dizer as coisas erradas e depois passar o resto do dia em plena culpa e grande tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regressar a casa abatido e amorfo, tentar trabalhar, tentar esquecer, tentar sobreviver, tentar fingir. Consolo, distracção e fugas. Muitas fugas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adormecer em insónia a tentar não pensar no dia que vai repetir amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-110203531911968826?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/110203531911968826/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=110203531911968826' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110203531911968826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110203531911968826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/12/rotina.html' title='Rotina'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-110176842886230787</id><published>2004-11-29T22:45:00.000Z</published><updated>2004-11-29T22:54:36.830Z</updated><title type='text'>Whisper of a Thrill</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.edvard-munch.com/Paintings/love/kiss_3.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-110176842886230787?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/110176842886230787/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=110176842886230787' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110176842886230787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110176842886230787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/11/whisper-of-thrill.html' title='Whisper of a Thrill'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-110152320308894276</id><published>2004-11-26T23:56:00.000Z</published><updated>2004-11-29T00:36:38.280Z</updated><title type='text'>Nada há de nobre na solidão</title><content type='html'>De um modo geral, acho que tenho sorte em relação aos meus amigos. São, na sua maioria, pessoas muito inteligentes e plenas de sentido de humor, pessoas cujas falhas estou mais que disposto a perdoar em troca dos bons momentos que passamos juntos. Dadas as circunstâncias, são realmente as melhores pessoas que eu poderia vir a conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, não me consigo sentir bem a seu lado. Sinto que somos muito diferentes, mas por outro lado tenho medo de levar esse raciocínio até às últimas consequências. Tenho receio de me começar a considerar um ser diferente e, portanto, superior. Sabe Deus que nada está mais longe da verdade, mas sou muito fraco de espírito e posso nem sempre resistir à tentação de justificar a minha solidão com a minha falsa superioridade. De resto, tenho medo de descobrir que afinal nem há assim tanto que me une aos meus conhecidos. Tenho medo de descobrir que não vale a pena continuar a tentar encontrar o meu nicho social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, parece que é isso que devo fazer. Torna-se cada vez mais óbvio que não há muitas pessoas que me compreendem ou conseguem ver para além dos meus gestos dissimulados e emoções reprimidas. Ocasionalmente, há uma menção ou uma palavra curiosa, mas ela logo tomba no silêncio. Se fazem reparos à minha mágoa nos poucos dias em que não a consigo esconder é por mera educação. Sim, sim, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;noblesse oblige&lt;/span&gt;. Obrigado por nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que penso nisso, também converso pouco com eles. Sim, há muitos monólogos dialogados, mas nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois penso, o problema deve ser meu. Conheço pessoas tão simpáticas, bondosas e interessantes, porque não me consigo sentir confortável com o seu convívio? A culpa deve ser minha, estou certo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sei muito bem porque estou a escrever tudo isto. Provavelmente porque ontem eles conseguiram-me arrastar para mais uma noite de farra e paródia. A sua companhia era leve, e mesmo a longa noitada de agitação foi invulgarmente agradável. No entanto, algo não batia certo. Estava com eles, mas sem estar. Muito provavelmente devo ter parecido muito alegre. É sempre assim. Todavia, nenhum deles conseguiu ver que eu estava apenas a testar-me e a testá-los. Que eu queria perceber o que me prendia à convicção de que valia a pena fingir que estava bem a seu lado. E ninguém percebia que os meus pensamentos e emoções mais profundas estavam noutro sítio qualquer, muito longe dali. Ninguém percebeu que a única razão pela qual eu estava ali era apenas porque eu sinto a necessidade de combater a toda a hora o medo de ficar sozinho e acabar os meus tristes dias numa tão negra e inglória reclusão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que dilema. Odeio sentir-me envolto no frio manto da solidão, mas não consigo encontrar repouso e tranquilidade na companhia daqueles que mais estimo. Já nem sequer consigo fingi-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-110152320308894276?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/110152320308894276/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=110152320308894276' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110152320308894276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110152320308894276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/11/nada-h-de-nobre-na-solido.html' title='Nada há de nobre na solidão'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-110125067779907942</id><published>2004-11-23T22:55:00.000Z</published><updated>2004-11-23T22:57:57.800Z</updated><title type='text'>Eternidade</title><content type='html'>Hoje tirei o dia para mim e para os meus pensamentos. Vagueei sem destino, percorri velhas ruas conhecidas, atirei umas pedras ao rio. Estava frio, de manhãzinha, o que adorei. Precisava de uma pequena pausa pois sentia a necessidade de dedicar alguns momentos a mim próprio. Por causa de tudo o que se tem passado nos últimos dias, tinha a esperança de me conseguir apaziguar um pouco, de me acalmar. Costuma ser assim que me tento consolar ou combater a solidão. Com mais solidão. Por vezes resulta, e eu encontro as palavras ou as decisões de pensamento que me aliviam o espírito e me oferecem um caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, hoje não funcionou muito bem. Já faz muito tempo que toda esta confusão começou, tanto, tanto tempo... Já não tenho palavras para mim próprio. Já não sei sorrir de mim mesmo e esperar por um futuro melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspirei, sustive as minhas lágrimas e voltei a suspirar. Senti-me ridículo, no entanto. Será que não conheço outra coisa na minha vida que não esta estranha existência de obsessão e desejo? Mas porque só saberei desejar a única coisa que não posso possuir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais suspiros, envoltos em silêncio. O pior de tudo é que hoje era suposto ser um dia feliz. Para ela, pelo menos. Logo, para mim também. Mas não é assim que o coração pensa, por muito que eu insista em cegar-me com lindas frases proclamatórias. Amo-a. Desejo-a, anseio por ela. E nada menos me contentará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, este é um dia feliz. Tem de ser. Não interessa o que eu sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-110125067779907942?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/110125067779907942/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=110125067779907942' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110125067779907942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110125067779907942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/11/eternidade.html' title='Eternidade'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-110081725214582882</id><published>2004-11-18T22:06:00.000Z</published><updated>2004-12-29T22:37:05.446Z</updated><title type='text'>A seu lado</title><content type='html'> - apagado a 29/12 - &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-110081725214582882?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/110081725214582882/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=110081725214582882' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110081725214582882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110081725214582882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/11/seu-lado.html' title='A seu lado'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-110074079083931719</id><published>2004-11-18T01:06:00.000Z</published><updated>2004-11-18T01:19:50.840Z</updated><title type='text'>Doravante</title><content type='html'>Caros amigos e amigas, desculpem-me por não ter aparecido por cá nestes últimos dias. Bem sei que a ausência não é assim tão grande, e que só a muito custo se pode considerar que escrevo coisas que mereçam realmente o vosso tempo, mas sinto-me no dever de pedir desculpas. Sem dúvida porque prezo muito as vossas presenças e visitas, e entristeço-me ao pensar que podem vir a aceder ao meu pobre cantinho e de apenas encontrarem palavras batidas de dias atrasados. Merecem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta tem sido uma semana difícil, em muitos sentidos. O trabalho começa mesmo a afogar a solidão, o que não é nada bom. Não tenho nada com que a substituir. No entanto, e agora que já consegui retomar acesso à internet, tentarei fazer um esforço sincero por participar neste cantinho com mais assiduidade. Só assim não será quando o meu tempo de exílio terminar, e eu não contaria com isso tão cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-110074079083931719?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/110074079083931719/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=110074079083931719' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110074079083931719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110074079083931719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/11/doravante.html' title='Doravante'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-110017334855619621</id><published>2004-11-11T11:36:00.000Z</published><updated>2004-11-11T11:47:23.696Z</updated><title type='text'>Só</title><content type='html'>Pára.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pára por favor. Não quero ouvir isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me fales assim, imploro-te. Não sabes o que dizes, o que sinto. Não sabes nada. Eu não sou aquele que pensas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, por favor, não... Eu não mereço essas palavras, não dessa maneira, não por essa intenção... Tu não sabes, ainda não conseguiste ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...por favor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pára, deixa isso! Não digas essas coisas! Não percebes que me magoas!!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa-me em paz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Amo-te)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-110017334855619621?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/110017334855619621/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=110017334855619621' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110017334855619621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/110017334855619621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/11/s.html' title='Só'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-109996313970889032</id><published>2004-11-09T01:10:00.000Z</published><updated>2004-11-09T01:18:59.710Z</updated><title type='text'>Als das kind kind war</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;"Quando a criança era criança&lt;br /&gt;Era tempo para estas perguntas:&lt;br /&gt;Porque sou eu eu e não tu?&lt;br /&gt;Porque estou aqui, e não ali?&lt;br /&gt;Quando começou o tempo, e onde termina o espaço?&lt;br /&gt;Não será a vida sob o sol apenas um sonho?&lt;br /&gt;Não será aquilo que eu vejo, oiço e cheiro&lt;br /&gt;apenas a ilusão de um mundo anterior ao mundo?&lt;br /&gt;O mal existe realmente,&lt;br /&gt;e há pessoas que são realmente más?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pode ser que eu, que sou eu,&lt;br /&gt;não existisse antes de me tornar eu&lt;br /&gt;e que um dia&lt;br /&gt;aquele que sou eu&lt;br /&gt;vá deixar de ser aquele que eu sou?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem revi "As Asas do Desejo", o maior dos filmes de Wim Wenders. Vê-lo é uma experiência que nunca se repete. Foi também a primeira vez que consegui desligar as legendas e deixar-me invadir pela interpretação atenta do liricismo emprestado de Peter Handke.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti o filme de forma mais autêntica, menos mediada. Certo será que ainda não domino a língua tão bem como gostaria e que alguns minúsculos sentidos poéticos ainda me escaparão. Nem interessa muito. Tenho as palavras dos anjos tão gravadas na minha memória que as poderia transcrever a qualquer altura, e a Canção da Infância é um dos poemas que recordo diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A beleza deste filme não é descritível. Há algo de muito comovente em todos aqueles anjos trágicos e nobres, pequeninas testemunhas de um Deus que criou um mundo e depois precisou de alguém que o presenciasse, venerasse, mas achou-se sem ninguém. Acompanham-me as frias ruas de Berlim, palpitantes de emoções abafadas e pensamentos envergonhados, o desejo de sentir mais, sempre mais, de viver e escutar o batimento de um coração apaixonado. Esfumam-se os cinzentos da eternidade e a percepção garrida dos que caíram e acordaram para o mundo, a busca pelo amor que faz até um ser imortal abandonar tudo e haurir uma eternidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia falar desta obra o dia inteiro. Se não o conhecem e não têm medo de se perder em doces devaneios existenciais, vão vê-lo, vão vê-lo já.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-109996313970889032?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/109996313970889032/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=109996313970889032' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/109996313970889032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/109996313970889032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/11/als-das-kind-kind-war.html' title='Als das kind kind war'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-109900593243016461</id><published>2004-10-29T01:19:00.000+01:00</published><updated>2005-07-01T15:54:23.880+01:00</updated><title type='text'>Fim de uma paixão</title><content type='html'>Quando decidi que o meu amor não poderia existir, nunca pensei que eu pudesse chegar onde me encontro hoje. Não cheguei a julgar que poderia vir a amá-la como o faço nem imaginei que me poderia tornar seu íntimo. Não consegui adivinhar que me tornaria seu amigo e que seria amado por ela. Tenho de admitir, subestimei-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, percebo que já fui longe demais, e de uma maneira que temo bem ser irreversível. Se sempre me achei aprisionado e sem escolha (não sei comandar o meu coração), sempre acalentei uma centelha de esperança em poder racionalizar o meu amor e de certa forma perceber qual seria a sua melhor manifestação. Sumariamente decidi: amor é fazer tudo para que a pessoa a quem dedicamos o nosso coração possa sempre ser feliz. Ergo, para ela ser feliz, não a posso amar. Ou antes, não a devo amar. Não agora, não eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que isto é muito bonito de se colocar em palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora tenho de as cumprir e tenho de me afastar. Não sei como o vou fazer. Sei apenas que me vai magoar muito, assim como já me magoou este primeiro dia de consciente afastamento. Se eu apenas estivesse a lidar comigo mesmo, não creio que haveria problemas. Sofreria, sim, mas de uma forma a que de resto já me habituei. No entanto, eu agora já lhe sou demasiado próximo para que ela me deixe cair no esquecimento tão facilmente. Ainda hoje ela percebeu exactamente o que eu estava a tentar fazer e tentou interrogar-me sobre a minha evidente tristeza. Embaraçado, furioso comigo próprio por ser tão óbvio, desconversei. Já não me basta ter de sentir a dor de a esquecer, tenho também de conviver com a mágoa que lhe vou infligir ao me apagar da sua vida. Tenho de a esquecer e, de alguma forma, tenho de fazer com que ela esqueça o pequenino lugar especial que agora ocupo na sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo, tenho de ser forte e levar as minhas decisões até às últimas consequências. Nem por isso deixa de ser uma luta tremenda entre a cabeça e o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem à noite, ocupado com estes tristes pensamentos, abri as odes de Ricardo Reis e perdi-me na sua leitura durante umas horas. Adormeci em paz e quando acordei, havia um poema em particular que ainda ressoava no meu espírito. Regresso muito a Ricardo Reis, pois ele tem sempre qualquer palavra de morna tristeza que eu julgo inseparável do meu próprio carácter. Eis a minha ode momentânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sofro, Lídia, do medo do destino.&lt;br /&gt;A leve pedra que um momento ergue&lt;br /&gt;As lisas rodas do meu carro, aterra&lt;br /&gt; Meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo quanto me ameace de mudar-me&lt;br /&gt;Para melhor que seja, odeio e fujo.&lt;br /&gt;Deixem-me os deuses minha vida sempre&lt;br /&gt; Sem renovar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus dias, mas que um passe e ouro passe&lt;br /&gt;Ficando eu sempre quase o mesmo; indo&lt;br /&gt;Para a velhice como um dia entra&lt;br /&gt; No anoitecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não é o fim do meu amor, é apenas um fim de uma era...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-109900593243016461?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/109900593243016461/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=109900593243016461' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/109900593243016461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/109900593243016461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/10/fim-de-uma-paixo.html' title='Fim de uma paixão'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-109769882296633014</id><published>2004-10-13T20:50:00.000+01:00</published><updated>2004-10-13T21:20:22.966+01:00</updated><title type='text'>Descodifiquem-me</title><content type='html'>Quando estou triste, mostro-me alegre. Não sei explicar porque acontece isto mas quando me sinto em baixo, nunca consigo dar parte de fraco. Nunca ponho uma cara que inspira pena. Nunca revelo tristeza nos meus olhos. Não é algo consciente, é apenas uma faceta do meu carácter que sempre me acompanhou e que eu nunca consegui mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, nunca ninguém se apercebe quando eu estou triste. Posso estar acompanhado que estou sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só não me mostro descontente ou abatido como ainda fico mais alegre do que o normal. Rio-me, sorrio, gracejo e falo muito. Encontro sempre alguma coisa para contar ou qualquer ideia para me entreter. Tudo isto de tal forma que se poderia afirmar que a minha tristeza é inversamente proporcional à alegria que aparento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, é apenas mais uma das minhas fugas diárias com que me enveneno e me procuro enganar. Debaixo de uma aparência calma e serena esconde-se uma insanidade inominável e um desvairado desejo por ser notado. Quero que alguém repare em mim. Anseio por uma palavra amiga de alguém que reconhece que eu não estou bem. Quero que me consolem, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só escrevi tudo isto para poder dizer uma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que nunca me mostrei tão alegre e feliz como estive hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-109769882296633014?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/109769882296633014/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=109769882296633014' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/109769882296633014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/109769882296633014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/10/descodifiquem-me.html' title='Descodifiquem-me'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-109749342863492164</id><published>2004-10-11T11:54:00.000+01:00</published><updated>2005-07-01T15:56:29.763+01:00</updated><title type='text'>Qual destino?</title><content type='html'>Estou prestes a atravessar um período curioso na minha vida. Tenho muito que fazer com o meu emprego, tenho muito em que pensar sobre a minha pessoa e tenho muito que enfrentar nos próximos meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, não gosto de me queixar. Paradoxal quanto pareça num blog deste tipo lamurioso, eu sinto que tenho uma óptima vida. Nunca me faltou nada, nunca tive frio ou fome. Conheço pessoas interessantes e tenho uma ou outra amizade que muito prezo, o que é mais que a maioria pode dizer. Todos os dias o agradeço a Deus e procuro não me esquecer dos meus privilégios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltam-me uma ou duas coisas, apenas. Uma delas é uma coisa banal, que muitos possuem sem esforço e tomam mesmo por certa ao longo das suas vidas. Mas é uma coisa que me falta e é algo de que preciso. Pessoas há que não lhe fazem uso, pessoas há que não sentem a necessidade de se confortarem com a sua presença. Mas eu não, eu tenho de a possuir, eu tenho de a encontrar. É disso que me queixo, é desta minha azarada propensão que canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto para quê? Já nem me lembro porque razão escrevi estas linhas apressadamente. Tenho uma grande prova a superar esta semana, isso é verdade, e tenho muito medo do que se pode passar. Não quero que o meu amor se liberte e  revele, ainda não. Mas cada dia que passa torna esta minha obstinação mais dolorosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-109749342863492164?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/109749342863492164/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=109749342863492164' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/109749342863492164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/109749342863492164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/10/qual-destino.html' title='Qual destino?'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-109578730467701096</id><published>2004-09-21T18:07:00.000+01:00</published><updated>2004-09-21T18:21:44.676+01:00</updated><title type='text'>Sou um castelo à beira do mar</title><content type='html'>Ai, ai, alguém ainda se lembra desta música? A nostalgia e tristeza destes últimos dias têm feito com que ela se tornasse, mais uma vez, uma sincera companheira nas minhas horas de silêncio e isolamento. E fico também a pensar como é que uma pessoa tão nova como eu ainda se lembra de ouvir isto quando era pequeno. Meu Deus, a vida é mesmo uma veloz nuvem passageira. Sabê-lo é viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu sou nuvem passageira&lt;br /&gt;Que como o vento se vai.&lt;br /&gt;Eu sou como um cristal bonito&lt;br /&gt;Que se quebra quando cai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta escrever meu nome numa pedra&lt;br /&gt;Pois esta pedra em pó vai se transformar&lt;br /&gt;Você não vê que a vida corre contra o tempo?&lt;br /&gt;Sou um castelo de areia na beira do mar...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;A lua cheia convida para um longo beijo&lt;br /&gt;Mas o relógio te cobra o dia de amanhã&lt;br /&gt;Estou sozinho, perdido e louco no meu leito&lt;br /&gt;E a namorada analisada por sobre o divã.&lt;br /&gt;              &lt;br /&gt;Por isso agora o que eu quero é dançar na chuva&lt;br /&gt;Não quero nem saber do que fazer, vou me matar.&lt;br /&gt;Eu vou deixar um dia a vida e a minha energia&lt;br /&gt;Sou um castelo de areia na beira do mar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Eu sou nuvem passageira&lt;br /&gt;Que como o vento se vai.&lt;br /&gt;Eu sou como um cristal bonito&lt;br /&gt;Que se quebra quando cai.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-109578730467701096?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/109578730467701096/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=109578730467701096' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/109578730467701096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/109578730467701096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/09/sou-um-castelo-beira-do-mar.html' title='Sou um castelo à beira do mar'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-109570011340324176</id><published>2004-09-20T18:06:00.000+01:00</published><updated>2004-09-20T18:08:33.403+01:00</updated><title type='text'>Empréstimo ou doação</title><content type='html'>“- Não te mete, João.&lt;br /&gt;Foi o conselho que Bel, a mulher de João, deu quando João disse que ia contar ao Gerson que vira  sua mulher Mila agarrada com outro homem numa mesa de bar, no fundo, no escurinho.&lt;br /&gt;- Não te mete, João.&lt;br /&gt;- Mas Bel, no fundo, no escurinho.&lt;br /&gt;Não adiantou Bel argumentar que podia ser um parente. Um primo. Alguém que a Mila não via há muito tempo.&lt;br /&gt;- Então era há muito tempo mesmo – disse João. – Se beijavam como se não se vissem há vinte anos. Trinta. Na boca, Bel. E a mão dele na coxa dela. Por baixo da saia. Se era parente, era parente muito próximo.&lt;br /&gt;- Você viu a mão dele na coxa dela?&lt;br /&gt;- Não vi mas deduzi. A mão não estava à vista. A mão só aparecia para...&lt;br /&gt;- Espera um pouquinho. Quanto tempo você ficou espiando a Mila?&lt;br /&gt;- Eu não estava espiando. Não havia como não ver.&lt;br /&gt;- Você disse que estava escuro. Podia não ser a Mila.&lt;br /&gt;- Era a Mila.&lt;br /&gt;- E se era só alguém parecido? Você conta para o Gerson, eles brigam, talvez até se matem, e você estava enganado, não era a Mila. E daí?&lt;br /&gt;- Tenho a certeza que era a Mila, mulher do Gerson. E tenho que contar para o meu melhor amigo. Ele faria o mesmo por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adiantou Bel argumentar que Gerson podia não acreditar nele. Ele acreditaria se o Gerson lhe contasse que vira ela, Bel, num bar, agarrada com outro? João respondeu que não acreditaria porque sabia a mulher que tinha. E que o que iria dizer ao Gerson era justamente isso: o Gerson não sabia a mulher que tinha. O Gerson precisava saber a mulher que tinha. Não adiantou Bel argumentar que o Gerson podia muito bem perdoar a Mila e brigar com o João. Que o João estava pondo em risco a sua amizade, além da vida da Mila. Que era melhor para todo o mundo o João não se meter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas João se meteu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João escolheu a sauna. Por alguma razão, achou que seria mais fácil se os dois estivessem nus. Faziam sauna juntos todas as terças, quando havia menos gente. Pouca gente por perto, os dois reduzidos a apenas isso, dois animais amigos, suando lado a lado. Perfeito. Seria na sauna da terça. João decorou sua fala. O tema seria: a Mila não te merece, você não merece uma mulher como a Mila. Mas João nem conseguiu completar a primeira frase - «Meu amigo, preciso te contar...» - e foi interrompido pelo Gerson, que agarrou seu braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu amigo, preciso te contar uma coisa – disse o Gerson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Gerson despejou o drama que estava vivendo. João não sabia, talvez desconfiasse, mas agora ia saber. Ele, Gerson, estava arruinado. Perdera tudo. Não tinha a quem recorrer. Vendera todo o seu património mas as dívidas só aumentavam. Recorrera ao património da Mila mas não fora o suficiente. Restava uma saída. O crápula do Jailson, seu primo. O que vivia dando em cima da Mila. O crápula tinha dinheiro. O crápula poderia salvá-lo. Mas para isso, era preciso que a própria Mila pedisse. Que a Mila se encontrasse com o crápula e negociasse o empréstimo,. Ou a doação, dependendo de como se desenrolasse a negociação. Ao princípio, Mila resistira. Tiha nojo do Jailson. Nojo. Mas a isto nos impele este sistema asqueroso, choramingou Gerson, quase encostando a testa do ombro suado do perplexo João. A isto nos leva o dinheiro, a fraqueza humana e uma alma enegrecida pela cupidez. Implorei a Mila para que fosse ter com o crápula e conseguisse o dinheiro. Fui mais crápula que o crápula.&lt;br /&gt;- E ela foi? – perguntou João.&lt;br /&gt;- Foi. Por amor a mim, foi.&lt;br /&gt;- Empréstimo ou doação?&lt;br /&gt;Gerson mal conseguiu falar. Finalmente, com um soluço, disse:&lt;br /&gt;- Doação. Doação!&lt;br /&gt;E:&lt;br /&gt;- Eu não mereço uma mulher assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bel estranhou o laconismo do João, quando este chegou em casa.&lt;br /&gt;- Como é? Contou?&lt;br /&gt;- Ele já sabia.&lt;br /&gt;- Quem era o outro?&lt;br /&gt;- Um primo.&lt;br /&gt;- Um primo? Mas...&lt;br /&gt;João não quis falar mais no assunto. Durante o jantar, ficou pensado: o que a Bel faria por mim, se eu fosse crápula o bastante? A Mila não merece o Gerson. E eu mereço essa mulher? Mereceria a Mila? Concluiu: nenhum homem sabe a mulher que tem, até não tê-la mais.&lt;br /&gt;- O que você está me olhando desse jeito?&lt;br /&gt;- Nada.”&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-109570011340324176?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/109570011340324176/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=109570011340324176' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/109570011340324176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/109570011340324176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/09/emprstimo-ou-doao.html' title='Empréstimo ou doação'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-109545460816213846</id><published>2004-09-17T21:52:00.000+01:00</published><updated>2004-09-17T21:56:48.163+01:00</updated><title type='text'>Ai shiteru</title><content type='html'>Eu amo-te tanto, minha querida... Se soubesses como anseio por ti, nas horas em que me falas com os teus olhos doces e as tuas palavras despreocupadas. Se imaginasses como te quero interromper e tomar nos meus braços e amar-te, amar-te, trocar carícias, sentir os teus cabelos, abraçar-te, amar-te. Como eu desejo estar ao teu lado em todas as horas, felizes ou sombrias, para poder ser feliz contigo ou confortar-te com o meu calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no entanto, toda a beleza destes puros sentimentos tem de permanecer encerrada nesse grande cofre que é o meu coração. Amo-te sem te poder amar (e, na minha mente, sem te amar). Minha mais amada, alguma vez verei o dia em que o nosso amor possa existir? Alguma vez poderei sonhar com um terno desfecho para todas as minhas ambições?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tu soubesses como te amo, o que farias? O que me dirias? Surpreender-te-ia? Pensarias que tinhas perdido um amigo? Odiar-me-ias? Aceitarias um amigo sabendo o que ele sente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior que isto, o que faria eu se ela me conhecesse e soubesse que o meu amor por ela? Que pensaria eu? É que é infinitamente nobre e mui trágico afogar-me nestes pensamentos de solidão e de amor impossível, mas a que mágoa desceria eu se tivesse de a encarar com os olhos desmascarados de um tolo apaixonado? E quanto à minha promessa, à minha decisão, como poderia sequer guardar uma réstia de dignidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje foi um dia triste. O meu amor não pára de crescer. Até onde me levará, não sei, mas estou a habituar-me à solidão. Talvez seja assim que eu deva acabar os meus dias: só, abandonado, e profundamente ferido por uma mágoa que palavras e pensamentos nunca poderão curar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não é novidade, minha pequenina &lt;span style="font-style: italic;"&gt;verbi gratia&lt;/span&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-109545460816213846?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/109545460816213846/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=109545460816213846' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/109545460816213846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/109545460816213846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/09/ai-shiteru.html' title='Ai shiteru'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-109424053948833087</id><published>2004-09-03T20:32:00.000+01:00</published><updated>2004-09-03T20:42:19.496+01:00</updated><title type='text'>Torpor</title><content type='html'>Tenho um novo inimigo: a inactividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Autor descreveu-a bem. Ela é a Resistência, a terrível força negativa que é o maior flagelo da raça humana desde tempos imemoriais. Insidiosa, calculista, ela é aquela pequena voz na minha alma que me sussura docemente: "não és capaz, deixa estar, laisse tomber, conforma-te, resigna-te". Cada momento é um bom momento para deixar de fazer aquilo que tinha planeado, com que tinha ambicionado. Cada segundo é um bom segundo para excusar-me e desculpar-me, para me afastar e dizer "fica para amanhã".  Cada momento é, em suma, um bom momento para deixar de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, qual pagão inocente da decadência, escuto essa voz.  E acredito nela. porque no fundo, só pode ser verdade essa mensagem de ruína e dormência. Pouco mais tenho conhecido na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim cortejam os dias, essa procissão cronometrada a que chamamos dias, semanas e meses e que alguns de nós vieram a identificar como a Vida.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-109424053948833087?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/109424053948833087/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=109424053948833087' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/109424053948833087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/109424053948833087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/09/torpor.html' title='Torpor'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-109390564764136924</id><published>2004-08-29T23:57:00.000+01:00</published><updated>2004-08-30T23:42:45.666+01:00</updated><title type='text'>De volta</title><content type='html'>Já regressei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram simpáticas, as férias. Calmas, solarengas, e uma perda de tempo, como todas as férias. Enfim, um tempinho adicional para ler, escrever e sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regressei, a esta dor. Depois de amanhã, começo a trabalhar. Depois disso tudo se passará como eu bem sei. A velha rotina de silêncio e sofridos momentos. A velha monotonia de ardentes desejos afogados num mar de mágoas. A bem conhecida história deste regresso ao meu tempo de solidão e de abandono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, regressei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-109390564764136924?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/109390564764136924/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=109390564764136924' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/109390564764136924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/109390564764136924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/08/de-volta.html' title='De volta'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-109260506627790638</id><published>2004-08-15T22:12:00.000+01:00</published><updated>2004-08-15T22:24:26.276+01:00</updated><title type='text'>É diferente ...</title><content type='html'>Não gosto de Lisboa, mas encontro na cidade tem um certo encanto durante o Verão. Não sei o que é, se o silêncio, se o reduzido movimento, se toda esta luz que brilha e rebrilha por todas as lajes e todas as superfícies. Enfim, qualquer coisa. Ontem, passei a manhã inteira à beira-rio, envolto numa preguiça de contemplação que não me deixou até bem tarde.  Olhando para as águas calmas e escutando toda a vida que se desenrolava à minha volta, senti-me invadir por uma paz quieta e inesperada. Toda a gente parecia mais vagarosa, o movimento parecia mais calmo e despreocupado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre gostei de passear à beira-rio, ou ao longo de uma praia deserta que as horas da tarde esvaziaram. Gosto da água, de me sentir pequenino e perceber que cada um de nós é como que insignificante face a tão imponente realidade. E sobretudo, gosto da calma que o ondular das águas induz, do seu som cavo e relaxante, do seu ambiente de poesia e de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só isso, mas também as tortuosas ruas centenárias da velha vila convidam à caminhada. Perco-me pelas calçadas e vielas dos bairros antigos, sem me preocupar com todas as confusões que habitam esses antros durante o resto do ano. Agora, tudo parece deserto e adormecido, e é assim que deveria sempre ser. Só mesmo este sol abrasador e esta vastidão de descobertas ainda por fazer me fazem regressar ao meu lar, no final do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Verão, esta é uma bela cidade. Pena que a tenha de deixar em breve.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-109260506627790638?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/109260506627790638/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=109260506627790638' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/109260506627790638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/109260506627790638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/08/diferente.html' title='É diferente ...'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-109244626737394721</id><published>2004-08-14T02:08:00.000+01:00</published><updated>2005-07-01T15:59:57.400+01:00</updated><title type='text'>Irremediável</title><content type='html'>(....)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;//&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(....)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uns meses, uma amiga escreveu-me algo que me ficou na memória e que desde então me tem acompanhado nos pensamentos. Uma frase entre frases que por alguma razão permaneceu. Dizia ela que um dia, durante a sua viagem de comboio de volta a Helsínquia, vira uma senhora entrar numa das paragens e dirigir-se para ela. Como a minha amiga tinha o seu enorme saco de viagem no lugar ao lado, fez imediatamente menção de o afastar, mas a velhinha sorriu e disse-lhe que tal gesto não seria necessário, que a sua paragem estava próxima. Com isto se iniciou uma conversa animada. No entanto, escreve-me, a minha amiga, pelo meio das pequenas coisas interessantes que ela dizia de vez em quando, avultava um pequeno dizer. Repetia então a simpática velhina que "não devíamos deixar acumular muitas nuvens no céu". Pode não ser esta a exacta tradução (e, rigorosamente, não é; apenas transcrevo da carta em francês que a minha amiga me enviou), mas a ideia aqui está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não devemos deixar acumular muitas nuvens no céu. Temos pouco tempo, escassas oportunidades e raríssimas repetições. Como será sequer racional não abraçarmos a nossa mortalidade e vivermos sem deixarmos carregar em demasia o firmamento do nosso espírito? Um problema de cada vez, um pensamento encaminhado entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando muito concretamente, sinto que tenho o problema de deixar acumular tempestades num céu que merece permanecer cristalino. A isso me impele a minha personalidade fechada, e convicta em toda a sua estupidez que tudo pode ser resolvido com o tempo e com o esquecimento. Não pode. O tempo não sara feridas, apenas as encobre. O esquecimento não as faz desaparecer: apenas nos torna desprevenidos para quando elas reaparecerem. E reaparecem sempre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suponho que sempre foi assim. Suponho que nunca confiei em ninguém para me ajudar. E suponho que até possa ter tido razões para essa desumanidade. Gosto muito de me fingir independente e seguro. Muito me espantei eu quando descobri que podia exalar uma aura de perfeita tranquilidade e serena alegria. Ninguém iria saber. Mentiras, tudo mentiras. Por dentro, desfaço-me com cada hora de silêncio que passo comigo mesmo, por cada minuto de solidão consciente, por cada lágrima brotada. Não há ninguém que veja isso? Ninguém que me ajude? Por favor, eu estou cansado demais para mudar sem ajuda, por favor ajudem-me a não deixar acumular todas estas nuvens na minha negra alma... Eu sei que não posso amar, sei que isso é uma ambígua ilusão e fantasia, mas ao menos dêem-me forças para começar de novo e endireitar esta tristeza que é a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém, alguém...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-109244626737394721?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/109244626737394721/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=109244626737394721' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/109244626737394721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/109244626737394721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/08/irremedivel.html' title='Irremediável'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-108945923874385925</id><published>2004-07-10T12:28:00.000+01:00</published><updated>2004-07-10T12:33:58.743+01:00</updated><title type='text'>Poema do Homem Só</title><content type='html'>Sós,&lt;br /&gt;irremediavelmente sós,&lt;br /&gt;como um astro perdido que arrefece.&lt;br /&gt;Todos passam por nós&lt;br /&gt;e ninguém nos conhece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que passam e os que ficam.&lt;br /&gt;Todos se desconhecem.&lt;br /&gt;Os astros nada explicam:&lt;br /&gt;Arrefecem &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta envolvente solidão compacta,&lt;br /&gt;quer se grite ou não se grite,&lt;br /&gt;nenhum dar-se de outro se refracta,&lt;br /&gt;nehum ser nós se transmite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sente o meu sentimento&lt;br /&gt;sou eu só, e mais ninguém.&lt;br /&gt;Quem sofre o meu sofrimento&lt;br /&gt;sou eu só, e mais ninguém.&lt;br /&gt;Quem estremece este meu estremecimento&lt;br /&gt;sou eu só, e mais ninguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dão-se os lábios, dão-se os braços&lt;br /&gt;dão-se os olhos, dão-se os dedos,&lt;br /&gt;bocetas de mil segredos&lt;br /&gt;dão-se em pasmados compassos;&lt;br /&gt;dão-se as noites, e dão-se os dias,&lt;br /&gt;dão-se aflitivas esmolas,&lt;br /&gt;abrem-se e dão-se as corolas&lt;br /&gt;breves das carnes macias;&lt;br /&gt;dão-se os nervos, dá-se a vida,&lt;br /&gt;dá-se o sangue gota a gota,&lt;br /&gt;como uma braçada rota&lt;br /&gt;dá-se tudo e nada fica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas este íntimo secreto&lt;br /&gt;que no silêncio concreto,&lt;br /&gt;este oferecer-se de dentro&lt;br /&gt;num esgotamento completo,&lt;br /&gt;este ser-se sem disfarçe,&lt;br /&gt;virgem de mal e de bem,&lt;br /&gt;este dar-se, este entregar-se,&lt;br /&gt;descobrir-se, e desflorar-se,&lt;br /&gt;é nosso de mais ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Gedeão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-108945923874385925?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/108945923874385925/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=108945923874385925' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108945923874385925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108945923874385925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/07/poema-do-homem-s.html' title='Poema do Homem Só'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-108940758077307880</id><published>2004-07-09T22:12:00.000+01:00</published><updated>2004-07-09T22:13:00.773+01:00</updated><title type='text'>Não quero escrever</title><content type='html'>Não quero escrever…não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero escrever porque sei que se o fizer, detestarei as minhas criações e verei nelas o enrendilhado excessivo de alguém que nunca tem nada para dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero escrever porque acabaria por escrever acerca de mim e do que penso, do que sinto, do que faço e do que desejo. E eu odeio-me tanto, tanto…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero escrever porque sei que escreveria acerca dela… E eu não quero escrever sobre ela, eu não me quero lembrar dela e de quanto a amo, de como ela é e de como me fala, como me trata tão afectuosamente, como me faz sentir tão feliz e infeliz ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero fechar tudo no meu coração e deitar fora a chave desse reino de sentimentos. Quero guardar segredos e sentir-me superior por causa disso, sabendo, no entanto, o quão ridículo e francamente desprezível eu devo ser. Quero ser inferior e fazer disso uma superioridade. No fundo, só quero continuar a ser como era antes de tudo isto começar…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me quero lembrar e não quero sentir. Neste momento, julgo poder adivinhar todos os prazeres ocultos de uma vida cinzenta e fechada, alegrias inconscientes que me estão vedadas por que eu odeio a solidão. É tão triste e cruel possuir tanto dentro de mim e nada poder fazer sobre isso. É uma tristeza e crueldade que não faz livros ou inspira compaixão. É uma tristeza que nos torna sós e nos faz continuarmos sós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que a terra me seja leve."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-108940758077307880?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/108940758077307880/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=108940758077307880' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108940758077307880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108940758077307880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/07/no-quero-escrever.html' title='Não quero escrever'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-108759075715261516</id><published>2004-06-18T21:31:00.000+01:00</published><updated>2005-06-22T22:43:16.960+01:00</updated><title type='text'>---</title><content type='html'>Que maçada sentir tanto e não conseguir escrever nada! Que maçada ver que os dias passam, passam e não se passa nada! Que maçada sentir-me vivo e não poder viver. Este torpor que me invade e este peso que me tolda a alma. Saber o que é belo e não o poder amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que maçada não ter amigos e que maçada sentir-me sempre só…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai Deus, que fiz eu da minha vida?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-108759075715261516?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/108759075715261516/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=108759075715261516' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108759075715261516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108759075715261516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/06/blog-post.html' title='---'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-108608896397620337</id><published>2004-06-01T12:16:00.000+01:00</published><updated>2004-06-01T12:22:43.976+01:00</updated><title type='text'>Hoje</title><content type='html'>E hoje, como me sinto? Bem, quase na mesma situação. Diz-se que o tempo cura todas as feridas e isso é certamente verdade, mas passarão muitos anos antes que a minha dor inelidível conheça um apreciativo retrocesso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto, por mim, que me devo explicar. Tudo o que eu até agora disse foi nada. Que eu estou apaixonado e que já sofri com isso é a história regular das nações e dos povos, a realidade com que cada humano tem de lidar, em menor ou maior grau, durante mais ou menos tempo, durante cada dia da sua existência. Por isso, se eu apesar disso ainda insisti em escrever tudo isto, é porque devo sentir que a minha situação tem algo de incomum ou especial. Será então isso que tentarei exprimir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou certo que já me repeti imensas vezes ao dizer que, no dealbar auto-trágico do meu amor, fui posto à prova, mesmo que tal não se afigurasse inteiramente claro no princípio. Mas agora é mais que claro que tudo isto não passa de um gigantesco teste à minha própria pessoa. Não é um teste que me dará a hipótese de ser feliz se eu for bem sucedido porque essa recompensa, infelizmente há muito que escapou para além do meu fraco alcance. Não, não é uma prova que se veja ou que tenha um resultado maravilhoso que compense as atribulações do sofredor que aceita o desafio. Nada de bom ou de mau me esperará, mas eu conseguir superar esta prova, então emergirei mais honesto comigo mesmo e saberei aquilo que vale o meu amor e sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem pingo de paradoxo, estou que seguro que a maior parte das pessoas que se consideram apaixonadas (e que genuinamente o estão), nunca se interrogaram verdadeiramente sobre o que é amor. É algo que eu tive de fazer contudo, e é uma experiência que não desejo a ninguém. É terrível perceber que amor não é só sentimento, é absolutamente devastador perceber que por vezes devemos amar com os nossos pensamentos e não com o nosso coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há uma definição de amor, não há um conceito unívoco. É sentimento, e isso deve bastar. Sim, isso deveria bastar, deveria ser o suficiente para que uma pessoa vivesse esclarecida. Mas no meu caso isso não chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, amor é até simples. É sentir algo por alguém e perceber que tenho de fazer tudo para que ela seja feliz, que tenho de oferecer a minha vida em perseguição da sua felicidade e não da minha. E se a minha bondade nos conduzir a um meigo futuro partilhado, então verdadeiramente terei tudo o que alguma vez poderia desejar, ou atrever-me a conceber. Mas se só ela for feliz, também eu o terei de ser. Assim, para mim, reveste-se de uma simplicidade atordoante: é querer o melhor para a pessoa que amo, independentemente do que me possa acontecer ou do que eu possa sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a acutilante questão: e se a felicidade dela implicar a minha ausência? E se eu perceber que ela possivelmente viverá mais feliz se eu desaparecer da sua vida? Então que farei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me com toda a perfeição de quando ela me falou mais profundamente da sua vida, das coisas que a preenchiam. Falou do que pensava e acreditava, do que sentia e quem amava. Falou de si. E eu compreendi algo, ao ouvi-la tão sincera: ela era feliz, ela era muito feliz, e isso sem mim. Tive de conter as minhas lágrimas ao olhar para os seus lindos olhinhos negros que transbordavam de felicidade, de meigo contentamento. Depois disso, o que poderia eu fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo, nem tentarei, exprimir, a dor que isto me causa. Percebi, há uns meses atrás, que poderíamos, porventura ser felizes. Tanto em comum partilhamos, tantas alegrias e pensamentos, tantas ideias e afinidades! E, no entanto, eu agora tenho de escolher afastar-me e morrer no silêncio que passará a existir entre nós. Isto porque sei que não tenho o mínimo direito de sequer pensar que poderei oferecer-lhe mais do que ela tem agora, ou tanto quanto ela poderá vir a ter no decurso da sua vida feliz e cheia de amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe aqui uma proclamação. Eu faria tudo para a sua felicidade, eu faria tudo por ela e daria tudo o que posso dar nesta pequena vida que posssuo para lhe conceder a mais pequena réstia de alegria. Eu nunca a abandonaria, eu nunca a desiludiria. Eu seria eu e no entanto saberia dar mais do que aquilo que sou. Eu estaria sempre pronto para tudo. Mas nem esta convicção de ferro, esta certeza, me dá o direito de pensar que eu, eu, uma pessoa como eu, como eu! poderia oferecer-lhe mais do que ela já possui. Ela tem amor, alegria e uma vida só dela. E eu amo-a. Não é justo que eu a ame, não é justo para ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a prova: conscientemente tomar a decisão de me afastar, de desaparecer e deixá-la ser feliz longe de mim (ou perto de mim, não interessa, mas sem mim). Será uma batalha do espírito contra o pensamento. Terei os meus pensamentos para a amar e para lentamente mutilar o meu coração, a minha emoção que não pode amar. Quando o meu coração tiver finalmente sucumbido à restrição a que me escolhi votar, então saberei que venci na prova que me impus e que estarei um passo mais proximo de saber o que é o amor e de amar. Que tristeza, ter de recusar o amor para poder amar de verdade! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É terrível perceber que não podemos acrescentar nada à felicidade da nossa amada. É terrível saber que o nosso tempo já acabou ou que, pior, nunca chegou e provavelmente nunca terá chegado ou estará para chegar. E, por entre as lágrimas perdidas e secretas de que ninguém alguma vez ouvir falar e de quem alguém jamais entoará um &lt;em&gt;sunt lacrimae rerum&lt;/em&gt;, surge um grito que me irrompe do peito e que é pautado por paixão e desespero: porque é que há sempre algo que não me deixa amar?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-108608896397620337?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/108608896397620337/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=108608896397620337' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108608896397620337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108608896397620337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/06/hoje.html' title='Hoje'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-108601239382114084</id><published>2004-05-31T15:05:00.000+01:00</published><updated>2004-05-31T15:07:51.903+01:00</updated><title type='text'>Nada pode ser simples?</title><content type='html'>Março foi um mês de desgosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei apontar com toda a precisão o dia que me leva a dizer isso, mas tal é irrelevante para o que quero presentemente exprimir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fingi não ser uma criatura de paixões e sensibilidades. Nunca me enganei ao pensar que poderia existir ao longo do meu tempo sozinho, sem amar ou sem admirar. Os anos passaram docemente, deixei de recordar essas honestidades. Depois, subitamente, descobri que estava apaixonado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dirão todos os apaixonados mais insensatos que nunca conheceram tão grande e inflamada paixão como aquela que vivem naquele momento? Não se prontificarão todos a proclamarem a sua maior entrega de alma à musa por quem de momento sentem admiração? E não serão todos eles ridículos e absolutamente desprezíveis por se precipitarem em tão triste leviandade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja. Pois então eu vou correr o risco de me aparentar com eles: vou dizer sem sombra de dúvidas que jamais amei alguém como amo a minha presente amada. E sei que estou certo. Não vou negar que, ao longo da minha curta vida, tenha sentido fortes paixões, com uma em particular a ocupar os meus mais novos anos. De longe, contudo, não as posso considerar muito mais que meras inclinações. Mesmo que eu goste de atribuir a uma delas um papel muito importante e intenso na minha vida, tenho de reconhecer que é só por causa da minha então inexperiência nestas coisas ternas do coração, e da minha tendência abominável de tudo exagerar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem sombra de dúvidas, nunca amei tanto como agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi em há uns meses atrás, em Março que eu percebi isso, pela maneira como sofria. Sofri uma terrível semana, cheia de pensamentos e desilusões. A boa da minha amada não teve qualquer culpa, fui eu que me senti assim ao perceber que amava uma pessoa muito mais extraordinária do que inicialmente tinha concebido. Foi um tempo em que me apercebi de muitas coisas, em que me fechei durante uns dias e pensei, e senti… No final da semana, numa tarde serena de sexta-feira, elaborei a minha reflexão final. Lembro-me de ter ido ver um filme nessa tarde, de saber bem que isso me ia fazer mal (dada a melancolia dessa particular obra). Depois disso, caminhei durante uns minutos. Comecei a perceber que trazia comigo uma tristeza maior do que tudo aquilo que eu já tinha sentido, e vastamente superior a qualquer forma de expressão que eu pudesse dominar. Sentei-me num pacato jardim, em profundo silêncio. Conseguia ouvir a mágoa a crescer dentro de mim, um desalento indescritível a toldar-me cada intento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era….terrível. Sentia-me pesado, com uma dor que me habitava o corpo. Não conseguia identificá-la, não a compreendia, mas ela estava lá. Não conseguia respirar. A todo o instante tinha vontade de gritar, de chorar, de correr e de me rasgar livremente entregando-me às tormentas do espírito. Lembro-me vivamente de chegar a casa, onde vivo sozinho, e sentar-me, de olhos vagos e perdidos. Maquinalmente, liguei o meu computador naveguei durante uma meia hora, distraído e magoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, não consegui aguentar mais. As lágrimas escorreram-me pelas faces com uma volúptia que eu não conhecia. Arrastei-me para o meu quarto onde me afundei na cama e dei largas à minha tristeza. As horas passaram e só as lágrimas generosas e a minha tristeza intocável me mantinham companhia. Foi uma hora negra, uma hora do mais profundo desespero. E eu sei que é pretensioso da minha parte estar a descrever estas coisas, quando há tanta boa gente por aí que tem tormentas gravíssimas quando comparadas com as minhas maleitas. Mas, ai! Sou tão egoísta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorei, chorei como nunca me tinha deixado. Entre cada soluço e cada suspiro, via a sua face, lembrava-me da sua voz e dos seus vivos olhos negros que tanto me assombravam. Recordava a sua voz. Inovacava a sua presença. Poucos imaginariam que pudesse ser tão cruel conhecer a verdadeira beleza, mas esquecendo-se que isso implica também para mim perceber que jamais possuiria a criatura que mais amo neste desconsolado mundo. Triste dia, triste dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje, como me sinto?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-108601239382114084?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/108601239382114084/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=108601239382114084' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108601239382114084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108601239382114084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/05/nada-pode-ser-simples.html' title='Nada pode ser simples?'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-108465761841876726</id><published>2004-05-15T22:46:00.000+01:00</published><updated>2004-05-28T18:27:05.406+01:00</updated><title type='text'>Uma prova</title><content type='html'>É–me interessante ver que não tenho escrito muito, neste últimos tempos. Especialmente para este cantinho abandonado do exílio. Já passam mesmo semanas desde que fiz a tola proclamação de abrir um círculo neste aglomerado de textos e de dissertar livre e pobremente, como já é a minha ilustre marca, sobre o tema escolhido. Nem tão pouco me pretendo desculpar, pelo meu hiatos ou pela minha débil escrita, pois isso acarretaria a inefável assunção de que os meus textos eram efectivamente lidos e comentados o que, felizmente, não é o caso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, que não marcará o início de tão auspicioso ciclo de angústias e tormentas revoltantes, pretendo fazer uma pequena invocação. Uma invocação às musas, se a tais seres gostarmos de atender. Musas de Olimpo ou de Helicon, as Três ou as Nove, é-me indiferente. Tratar-se-á sempre de um pedido para que me seja concedida inspiração e verve, assim como o seu pronto comando e domínio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela natureza desta entrada, faça-se revestir todo o texto de uns gigantes parêntesis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, não há detalhes ou concretismos a dar. Bastará referir que se aproxima a data em que terei de saber oferecer o meu melhor porque serei novamente posto à prova (repare-se que digo novamente, mas isso é algo que só dentro de alguns dias será inteiramente claro ao leitor). É um pequeníssimo desafio, alguns diriam, mas que se afigura de imensas proporções para a minha reduzida alma, tanto que mais que pode marcar um ponto de viragem, se eu assim o desejar (o que não desejo), na minha já conturbada vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, é tanto uma prova de sentimento e valor quanto um teste literário. Os meus fracos conhecimentos estético-literários serão também eles objecto de cuidado pela minha parte. Cada palavra terá de ser escolhida com ínfima consideração. Cada frase deverá ter o sentido exacto que eu pretender. Cada um dos meus sentimentos tem de encontrar correspondência imaculada nas palavras que venha a inscrever nessa complicada carta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não escondo que tenho medo, que tenho receio daquilo que posso afirmar ou, por formas correctas ou incorrectas, assumidas ou inadvertidas, dar a entender. Tenho medo de mim próprio e de como posso reagir perante uma situação de profunda sinceridade com os meus sentimentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixa, no entanto, de ser interessante este teste. Não é todos os dias que me sinto na obrigação de seguir um imperativo tão forte de rigor e cuidado. É quase adorável a forma como não consigo deixar de pensar no que tenho de fazer e na forma perfeita como o tenho de fazer. É apaixonante reconhecer os pensamentos perdidos que preparo e ordeno, é quasi-enternecedor ver o grau com que me preocupo. Em suma, aperceber-me que no fundo tomo isto muito a sério. E nunca acho demais recordar para mim próprio da absoluta necessidade de eu, chegada a hora, saber estar no meu melhor, de eu exceder-me em todos os níveis possíveis de excelência atingível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo a pensar, agora, se a certeza só se prova com a consequência. Pretendo realizar este trabalho mas serei capaz de o fazer, mesmo sabendo ou suspeitando fortemente que sou capaz? Tenho a certeza que sim, mas até essa certeza se traduzir em facto e consequência, em algo de tangível, como poderei reconhecer a validade das minhas ambições? Ou nem haverá certezas antes de uma efectivação material ou abstracta do seu conteúdo? Talvez seja um debate que eu deseje aprofundar noutra altura. Sinto que por hoje já esgotei o que de possivelmente relevante haveria no meu pensamento numa torrente excessiva de palavras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invoco, pois, todos os poderes elusivos da inspiração, para que me acompanhem nas próximas semanas e me dêem as forças necessárias para que eu saiba erguer o meu espírito à altura do desafio. A hora aproxima-se, célere e imperdoável, e eu tenho de estar preparado quando o derradeiro momento chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-108465761841876726?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/108465761841876726/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=108465761841876726' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108465761841876726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108465761841876726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/05/uma-prova.html' title='Uma prova'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-108334432969244495</id><published>2004-04-30T17:58:00.000+01:00</published><updated>2005-07-01T16:04:40.013+01:00</updated><title type='text'>Sentir o normal</title><content type='html'>À medida que se aproxima, consegue sentir o nervosismo a crescer dentro de si. Sente que as suas mãos lhe tremem, que a sua garganta se ata com um nó, que age deselegantemente. Sabe que a sua voz vai fraquejar, o seu coração pulular de temor e timidez. Antevê com perfeita irrequietude a sua imagem palerma, a sua atrapalhação total no momento em que se dirigir à sua amada, no momento em que puder contemplar os seus vivos olhos negros cheios de vida e toda a ternura que ele deseja recolher. E, quando lhe dirige a palavra, ele é o homem, não, o rapaz mais envergonhado e inseguro do mundo, que não consegue fazer sair uma exclamação de coerência da sua alma apaixonada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem. Mas eu não sou de imagem tão adorável, não duma tal candura a que se acha piada (lisonjeadora, até, se a amada perceber o seu significado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, não, mil vezes não! O que eu não daria para ser mais vivo e trémulo, como o velho cliché do rapazinho envergonhado na presença da portadora do seu afecto! Em vez disso, sou acompanhado de uma calma de desapaixonado (como se!), uma segurança irrequieta mas imperceptível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me aproximo dela, quando oiço a sua voz e me enterneço com a sua presença, não me envergonho, não fico nervoso. O meu coração bate loucamente, e as minhas mãos podem tremer um pouco, é certo, mas por fora estou calmo e consigo dizer tudo aquilo que eu tiver para dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, precisamente, o que é que eu tenho para dizer senão palavras de um amor impossível que me vergam a alma e me enchem o coração? Que poderá um tolo como eu cantar senão odes de sentimentos sinceros e assunções de beleza afectuosa? Oh, pagão inocente da decadência! Não lhe posso falar disso, não consigo pronunciar essas palavras. Não é tempo disso, nunca será, nunca será. E se é isso o que eu tenho a dizer, se são apenas declarações afins que me irrompem do peito, e se só isso importa dizer, então nunca mais o direi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho de lutar contra as lágrimas de cada vez que me separo dela e que me recordo de tudo o que podia ter dito. A glacial tortura da tristeza invade-me sem misericórdia quando ela se despede com o seu lindíssimo sorriso e eu sou deixado com nada mais do que memórias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serei eu cobarde? Talvez não. Mais para as bandas do “restringido”. Por vontade própria. Escolhi não lhe falar dessas coisas, certo que só nos poderia magoar tão sentida sinceridade. Eu sei que tenho razão, é escusado convencer-me do contrário, mentir-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É indescritível o tormento que sinto no meu fraco coração quando me afasto dela, depois de uma conversa falhada, insípida, depois de palavras fugazes, depois de mais uma oportunidade de lhe dizer algo com significado! Eis o drama!, vê-la afastar-se, senhora da beleza e calma, senhora do meu amor e de todo o meu afecto, senhora de mim! Meu amor… E eu, escravo de uma paixão que não quero reconhecer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me importava de ser o pobre diabo que descrevi nas primeiras linhas, desde que tivesse algo a dizer. Oh, que digo eu? Eu tenho algo a dizer, apenas não o posso pronunciar! Que dupla patetice! Haverá maior mágoa do que saber o que fazer, saber o que dizer, falar do que se sente, discursar sobre a sinceridade da minha pessoa, e depois não o fazer? Não o poder fazer, por não querer e por não poder querer? Por não me deixar querer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o meu amor é verdadeiro. E só eu o sei. Venha pois, ainda, o dia em que isso mudará, se para melhor se tratar. Ou para mal, se isso me fizer sofrer justificadamente. Até lá, tempo de solidão e de exílio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-108334432969244495?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/108334432969244495/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=108334432969244495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108334432969244495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108334432969244495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/04/sentir-o-normal.html' title='Sentir o normal'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-108301359442011853</id><published>2004-04-26T22:06:00.000+01:00</published><updated>2004-05-28T18:51:09.130+01:00</updated><title type='text'>Obsessão, amor e tristeza</title><content type='html'>Pretendo agora abrir um pequeno círculo pessoal de obsessão, amor e tristeza. Aqui fica o mote, embora de si já muito usado e sem dúvida gasto nesta página de repetições:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se chamam a lágrimas silenciosas e secretas, mágoas verdadeiras de que ninguém alguma vez conhecerá a tragédia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patéticas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-108301359442011853?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/108301359442011853/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=108301359442011853' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108301359442011853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108301359442011853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/04/obsesso-amor-e-tristeza.html' title='Obsessão, amor e tristeza'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-108194325514057404</id><published>2004-04-14T12:47:00.000+01:00</published><updated>2004-05-28T18:44:22.036+01:00</updated><title type='text'>Remorso</title><content type='html'>O sentimento de hoje é de remorso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espera naquele cais atulhado alongava-se. Ao meu lado, as pessoas multiplicavam-se. ao fundo, um casal amava-se em silêncio, diluído na turba. Impaciência. Uns minutos mais tarde, minutos que pareceram uma eternidade ou não estivesse eu acometido da minha habitual e tola pressa, eis que chega o transporte, atrasado e insultuoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meu lado esquerdo, um homem diz-me qualquer coisa. "Já aí vem.", murmura, com um sorriso. Viro-me para ele e creio dizer qualquer coisa. É o que basta para que o homem, uma pessoa com os seus trinta anos, entabule conversa comigo, alegre e descontraidamente, mas também de trejeitos ligeiramente forçados e, francamente, incómodos. Era quase como se estivesse ansioso por falar com alguém, e eu tivesse sido a primeira pessoa a olhar para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ao princípio não me importei com a troca de palavras, fiquei menos tolerante quando percebi que ele não me largava. O pobre não estava a fazer nada de mal, não me estava a incomodar, em bom rigor, e as suas perguntas eram de pequenas consequências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, a sua presença incomodou-me. Após uns minutos de resposta monossilábica e olhares permanentemente desviados, o pobre homem fartou-se e desapareceu sem dizer uma palavra assim que a sua paragem chegou, ele que antes tinha estado a tentar conversar tão alegremente comigo. Era visível que tinha ficado aborrecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que olho então para esses triviais acontecimentos e que contacto que sinto ligeiros, mas sinceros, remorsos pela maneira como falei ao pobre homem. Acabava por ser um fulano simpático, embora com todo o desespero que se atribui aqueles que procuram a todo o custo um momento de comunicação com outra pessoa. E realmente, quem os pode censurar, se esta vida consegue ser tão entorpecedora e distante? Devo confessar que muitas vezes já me apeteceu entabular despreocupadamente conversa com totais desconhecidos. Só porque me apetecia. Provavelmente porque queria falar com alguém. Alguém a mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é, todavia, uma digressão da qual tenho de regressar. O que por agora é importante que fique assente é o facto de eu ter praticamente enxotado o pobre conversador. As lamentações acometeram-me mais tarde, quando me apercebi que tinha feito exactamente o mesmo que tanto criticava no mundo à minha volta: fechado os olhos à vida que em meu redor pululava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe se ele não teria coisas interessantes para dizer? Quem sabe se não seria um completo idiota? Quem sabe se ele não me poderia ensinar qualquer coisa, maravilhar com as suas palavras? Quem sabe? Eu não, pois escolhi não saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso que me aflige. Eu que pretendo ser tão atento, eu que aspiro a ser tão sensível e humanista terreno, eu que me orgulho de saber ver a beleza escondida a muitos outros no mais singelo e claro rosto, eu acabei por me comportar exactamente da forma oposta à que professo. Naquele momento em que desprezei o homem, o egoísmo tomou conta da minha alma. E eu contrariei-me profundamente, sem sequer ser honesto comigo próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que sinto remorsos. Não tanto pela conversa recusada, mas pelo que a minha atitude representa. Eu acredito em todas as vozes de todos os seres vivos, acredito que cada um é um indivíduo especial e, na medida do possível, único. Acredito ser possível achar belo e imaculado aquilo que é alvo de escárnio de todos os restantes, tombar de profundos amores pelo que é odiado. Creio que todos têm algo interessante a dizer. Espero pelo momento em que a voix perdue des hommes nos será restaurada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas até eu conseguir provar isso a mim próprio, estas palavras serão tão ocas e perversas quanto todos os actos que eu não pratiquei.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-108194325514057404?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/108194325514057404/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=108194325514057404' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108194325514057404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108194325514057404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/04/remorso.html' title='Remorso'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-108128807573972931</id><published>2004-04-06T22:47:00.000+01:00</published><updated>2004-05-28T18:53:41.990+01:00</updated><title type='text'>Aceitar o fim</title><content type='html'>No outro dia, li um dos mais sinceros e tocantes textos de amor que já tive oportunidade de conhecer. Para grande infelicidade minha, não me consigo recordar onde o encontrei, não me lembro com exactidão da página onde o vi. Sei apenas que está por aí, algures no meio da vasta rede de informação em língua portuguesa. E recriá-lo, embora actividade tentadora, é um exercício de futilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, o texto tem ecoado pela minha cabeça. Era o texto de um apaixonado que se despedia da sua amada, mas não com amargura ou mesmo grande tristeza. Era mais um au revoir do que um adieux, uma carta lindíssima onde ele exprimia o que de magnífico levava consigo desse seu amor, aparentemente agora terminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas coisas me chamaram a atenção. Ele ainda estava apaixonado, isso via-se em cada linha escrita, em cada palavra cuidadosamente urdida para transmitir todo o sentimento da paixão. Em segundo lugar, a sua despedida, feita em tom de maravilhosa ode que iludia o trágico, denotava certos traços de resignação que eu não apreendi imediatamente, mas que se revelaram de imensa força imagética quanto mais meditava neles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A despedida era tão natural e tão ajustada ao seu tempo que se diria uma inevitabilidade, algo visto como um dado e para o qual preparações já tinham sido feitas. Chegado o momento, tudo era uma formalidade, um procedimento. Não invalidava isso qualquer manifestação de sentimento amoroso; como eu disse, ele estava presente em todas as palavras. Contudo, não era desespero que se lia, raiva ou frustração. Eram as palavras de um apaixonado que aceitava que o seu amor tivesse chegado ao fim, e que reconhecia num adeus doce e suave a melhor forma de se desvanecer. Um texto realmente lindíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que razão pois, me ficou tão singular ode no espírito? Talvez por estar muito bem escrita, sem grandes floreados, sem preocupações de estilo ou beleza. Era sincera na sua simplicidade, e por isso mesmo, severamente mais tocante que muitas odes ou poemas elaborados por poetas ou outros escritores. E para mais, era um texto encantadoramente epicurista-triste, algo que sempre me fascinou enormemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Ricardo Reis escrevesse prosa e estivesse apaixonado, o efeito que as suas palavras teriam não seria inteiramente diferente do que aquele texto me conseguiu transmitir. Vejamos em tudo isto uma boa lição, se tal se impuser. Aceitemos. Esperemos. Aprendamos a colher os frutos. Saibamos largar as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como se cada beijo&lt;br /&gt;Fora de despedida,&lt;br /&gt;Minha Cloé, beijemo-nos,&lt;br /&gt;amando.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tive o meu tempo. Agora é altura de aceitar a despedida.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-108128807573972931?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/108128807573972931/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=108128807573972931' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108128807573972931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108128807573972931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/04/aceitar-o-fim.html' title='Aceitar o fim'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-108118119349210331</id><published>2004-04-05T17:06:00.000+01:00</published><updated>2004-05-28T18:54:02.960+01:00</updated><title type='text'>Insuportável inconsciência</title><content type='html'>É talvez por inveja que magico estas linhas, mas de cada vez que leio alguma coisa que ele escreveu, vêem-me sempre à cabeça os terríveis versos inseridos n’Os Maias com propósitos satíricos, vá-se lá saber porquê... Terá a ver com o seu estilo? Ou simplesmente com a sua insuportável atitude de filólogo romântico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Eusebiozinho (que também podia ser ele) recita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É noite, o astro saudoso&lt;br /&gt;Rompe a custo um plúmbeio céu,&lt;br /&gt;Tolda-lhe o rosto formoso&lt;br /&gt;Alvacento, húmido véu…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que não hão-de faltar Vilaças e falsos românticos a acharem tudo aquilo uma maravilha ("Que memória! Que memória!… É um prodígio!…"). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está a inveja? Reside então no triste facto de eu nem coisas como aquela conseguir elaborar. Mesmo toldadas por um pedantismo balofo e grosseiro, mesmo apaziguadoras dos sentimentos fáceis, fazendo malabarismo com as palavras como se tudo se tratasse de uma brincadeira, encontrando manifestos desígnios de satisfação ao desabar com a maior quantidade possível de pesados adjectivos numa oração, ora bem, mesmo assim, é algo que eu até desejaria saber fazer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bela crítica, portanto, que aqui (me) dirijo! É melhor fazer mal ou não fazer de todo? Bom, ao menos se nada criar, ninguém consigo desencaminhar da busca das coisas com real valor. E isso já é alguma coisa. (tudo isto, claro, partindo da grande presunção que alguma vez teria capacidade para exercer tal influência, o que é improvavél – oh, não caminhemos por aí; abrir-se-ia um trilho ofuscante de espirais auto-denegridoras…).&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-108118119349210331?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/108118119349210331/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=108118119349210331' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108118119349210331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108118119349210331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/04/insuportvel-inconscincia.html' title='Insuportável inconsciência'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-108083001429665352</id><published>2004-04-01T15:33:00.000+01:00</published><updated>2004-05-28T18:54:25.040+01:00</updated><title type='text'>O tolo era ele</title><content type='html'>E ela, teria compreendido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tinha mencionado o trabalho, e a tarefa tremenda da literatura, onde literalmente não era possível terminar a demanda traçada  mas também seria descabido desistir. Ela tinha sorrido, apreciando as bonitas palavras. Chegou a dizê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela falava agora da vida. Teria compreendido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele julgou que não. A dolorosa realidade dos monólogos dialogados atingiu-o de novo. Por um momento, desejou ter permanecido no silêncio. Desejou não amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, percebeu que quem se tinha enganado em tudo aquilo tinha sido ele. Ele é que não se tinha apercebido do quão acertadas tinham sido as suas palavras. Ele é que era o tolo. Ele é que se tinha esquecido de novo com quem estivera a falar, e de quem ele próprio era. E com isso aprendeu a amá-la um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-108083001429665352?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/108083001429665352/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=108083001429665352' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108083001429665352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108083001429665352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/04/o-tolo-era-ele.html' title='O tolo era ele'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-108065746532680104</id><published>2004-03-29T15:36:00.000+01:00</published><updated>2005-07-01T16:06:26.056+01:00</updated><title type='text'>Monólogos</title><content type='html'>Ela fala, eu escuto. Eu falo, ela escuta. Cada um por sua vez. Cada um por si. Ela fala e eu amo-a. Eu falo e ela escuta. Falamos sem falar, num encadeamento doloroso de monólogos dialogados. E tenho de conter as lágrimas ao vê-la à minha frente e no entanto tão distante, tão longínqua… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho de sofrer por a amar e não lho poder dizer. Se eu apenas pudesse mitigar a distância de espírito! Só a quero segurar nos meus braços, tudo o que quero é alcançá-la…. Oh, se eu ao menos a pudesse envolver num terno e eterno abraço e com isso mostrar-lhe como a amo!…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a nossa conversa é também tão agradável, tão sedutora! E a cada palavra que ela murmura o meu coração percebe o quão valoriza a sua voz e a sua presença. Oh, o que é que haverá para contar? É mais uma história de um apaixonado e do que sente! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhamos juntos, e falamos. E aí começamos a perceber-nos um ao outro. Pelo menos eu percebo-a, e ao fazê-lo percebo porque a amo. É perigoso, perceber porque é que amamos. É tão perigoso que pode mesmo marcar o ocaso do amor. Mas felizmente não é isso que me sucede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos separamos, estou feliz, é é porque me encontrei alegre que desco até às trevas da amargura pouco depois. Depois da agradável caminhada, depois da agradável conversa, e depois de algum tempo passado com a pessoa que verdadeiramente amamos, como evitar pensar em tudo isso e sentir, mesmo tão perto, mesmo passadas apenas umas horas, uma intocável saudade por tudo o que foi dito, e tudo o que podia ter sido feito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falemos de um amor grande demais para o meu coração. De um amor que eu jamais saberei exprimir (não, que eu jamais consentirei exprimir!). Talvez o momento chegue ( e qual será a melhor forma de erradicarmos os nossos demónios pessoais do que dizermos à nossa amada quem amamos?), talvez eu ainda a possa amar. Até lá, tempo de solidão…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-108065746532680104?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/108065746532680104/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=108065746532680104' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108065746532680104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108065746532680104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/03/monlogos.html' title='Monólogos'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6656937.post-108014021811843067</id><published>2004-03-22T14:56:00.000Z</published><updated>2004-05-28T18:42:59.603+01:00</updated><title type='text'>Perdido</title><content type='html'>Ele estava perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhava lentamente, com um passo certo e aferido, um passo sem pressa, mas também sem objectivo. Procurava algo, mesmo que não soubesse ainda o quê. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subia ruas e trepava por escadinhas perdidas, conquistava colinas de betão e embrenhava-se por becos. Desafiava multidões de faces vazias e olhava para o céu azul. Caminhava, caminhava, caminhava. E sabia já que continuaria a caminhar até encontrar aquilo que queria, mesmo que não soubesse o quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De súbito, viu-se a si próprio. Continuava a caminhar, era ainda ele, mas via-se a si próprio de um ponto distante. Os seus passos continuavam e ele comandava-os com a mesma regularidade de sempre. Era ele, mas havia outro ele, mais distante, que o via também. E esse também era ele, como se de um sonho se tratasse, como se por alguma razão o seu espírito tivesse escolhido repartir-se pelo espaço e estender-se a seu prazer. Pouco a pouco, foi só essa realidade que contou, foi só essa a perspectiva que ele escolheu para se guiar. Estava agora a caminhar e a ver-se pelos olhos de outrem, mas através de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto lhe fazia sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E viu-se, pobre criatura perdida, vagueando, errando sem esperança, ou com talvez esperança a mais no seu coração. Haveria sequer diferença?  A sua silhueta era indistinta. Ele via-se contra a luz do sol brilhante, ela era um vulto que contrastava com os tons laranja das reflexões citadinas, com a imobilidade da beleza dos bairros antigos que atravessava. No topo de uma colina onde se encontrava, só se via como vulto disforme, rasgado, um pedaço de escuridão andante, perdido, perdido…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu vontade de parar. Sentiu vontade de ceder à sua dúvida. Sentia uma incomensurável ânsia de retroceder e regressar, fosse para onde fosse que ele provinha, sentiu aquela dúvida que acomete a alma que deixa de encontrar razões para prosseguir na sua demanda. Interrogou-se porque é que tinha de fazer aquilo, interrogou-se acerca do seu objectivo e do seu derradeiro fim. Chegou mesmo a ter a manifesta imprevidência de se interrogar sobre o que procurava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conseguiu responder, mas também não soube dizer porque é que não conseguia encontrar resposta. Não havia razão para avançar. Não havia razão para retroceder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuou, vulto indistinto das trevas assoladas, continuou na sua caminhada…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6656937-108014021811843067?l=tempodesolidao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/feeds/108014021811843067/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6656937&amp;postID=108014021811843067' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108014021811843067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6656937/posts/default/108014021811843067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempodesolidao.blogspot.com/2004/03/perdido.html' title='Perdido'/><author><name>Vincent</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17857614656574394997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v355/VincentV/melancoly_31.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
